Segundo o Livro Vermelho de Anfíbios e Répteis do Mediterrâneo, publicado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) a 13 de Setembro de 2006, uma em cada quatro espécies de anfíbios do Mediterrâneo está em perigo de extinção, ou seja das 106 espécies, 26 estão incluídas na categoria "Em perigo".
Note-se que 64% destas espécies são endémicas, pelo que apenas se encontram nesta região.
Uma espécie foi já considerada como extinta - o Discoglossus nigriventer.
A nível mundial, quase um terço das 5.918 espécies de anfíbios encontra-se em perigo de extinção.
O Mediterrâneo oriental possui uma grande diversidade de répteis (lagartos, serpentes, tartarugas e crocodilos), devido às suas características áridas, enquanto as zonas mais húmidas do Mediterrâneo ocidental apresentam uma maior variedade de anfíbios. Das 355 espécies de répteis (excluindo as tartarugas marinhas) do Mediterrâneo, quase metade apenas existem ali e 46 estão em perigo de extinção.
As principais ameaças são a perda ou degradação de habitat, a sobre-exploração, a actividade humana, a contaminação e as espécies invasoras. Muitos répteis (especialmente serpentes) são perseguidos e outros são atropelados (ex. tartarugas, serpentes, cágados).
Texto traduzido e adaptado da página da UICN http://www.iucn.org/en/news/archive/2006/09/14_amphibians_es.htm
O livro vermelho a que se refere esta notícia pode ser consultada em http://iucn.org/places/medoffice/cd_rep_amp/ em inglês, castelhano e francês.