Como exemplo das artes tradicionais, mais representativas do PNAlvão, temos a cestaria ( em madeira de castanheiro), os socos (em madeira de amieiro), os artefactos de lã, as cobertas, as passadeiras de farrapo, os chapéus de palha (a partir do centeio) e o linho.
As roupas do povo faziam-se exclusivamente a partir das matérias-primas locais. Do junco faziam-se as croças, os coruchos e as perneiras, peças de vestuário fundamentais aos pastores, que assim se pretegiam do frio e da chuva nos rigorosos Invernos.
O linho foi, até algumas décadas, a principal fibra utilizada no vestuário e na roupa de casa. Actualmente mantém-se a prática de tecer as toalhas com frases e desenhos ripados em algadão e as célebres colchas Coroa de Rei, tão procuradas como produto artesanal local.
Actualmente os ofícios tradicionais estão em declínio ou já desapareceram totalmente. Os mais conhecidos eram os ferreiros, almocreves, ferradores, tamanqueiros, carpinteiros, pedreiros, tecedeiras, entre outros.