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FLORA

Na Arrábida é importante referir os microclimas, próprios das vertentes de Norte e Sul da área montanhosa por excelência.

A encosta a Norte, mais exposta aos ventos húmidos do Noroeste, é mais húmida e fresca que a vertente meridional, abrigada aos fortes ventos frios e exposta a uma forte insolação, o que dá mais secura no período estival, temperatura elevada, assim como invernos temperados.

Neste contexto, o coberto vegetal é composto por diversas áreas, relacionado com o clima específico, estado e propriedades do solo e sua actuação antrópica.

Nos solos mais pobres e rochosos, existe uma vegetação característica da rupestre, onde se salientam os líquenes, crustáceos e pequenos fetos.
 

Na charneca existem pequenos arbustos de tipo heliófitas, típicas da maioria das plantas da Arrábida, que se desenvolvem nas plataformas superiores em algumas lombadas.

Nos calcários brancos e muito compactos existem espécies como a Quercus coccifera (carrasco), Rosmarinus officinalis (alecrim), Pistacia lentiscus (aroeira), Phillyrea angustifolia (lentisco-bastardo), Phillyrea latifolia (aderno), Olea europaea. var. sylvestris (zambujeiro), Rhamus oleoides (espinheiro preto) e Dahpne gnidium (trovisco).

A zona maquial de sub-bosque é uma formação bi-estratificada que tem formações clímaces das litoséries xerófilas (vertentes meridionais), de bosques de zambujeiro (Olea europea sylvestris) e a alfarrobeira (Ceratonia siliqua).

As matas de carvalho (Quercus faginea), desenvolvem-se em zonas de influência dos ventos do quadrante noroeste. O sobreiro (Quercus suber) e o pinheiro manso (Pinus pinea) ocupam manchas limitadas.

O pinheiro-manso (Pinus pinea) está bem representado na serra de S. Luís, sendo possivelmente uma espécie original existente na Arrábida há cerca de 4.500 anos, ou seja desde o Calcolítico.



  
PARQUE MARINHO