Crescimento da colónia de gaivotas
A população de gaivotas-de-patas-amarelas que se reproduz na ilha da Berlenga aumentou dramaticamente a partir dos anos 80 do séc. XX, pondo em risco várias espécies de plantas e animais daquela ilha.
Em 20 anos, os casais que ali se reproduziam passaram de cerca de 1300 em 1974 para cerca de 22.300 em 1994.

Causas do crescimento
Até à década de 70 do séc.XX
Até àquela década as gaivotas alimentam-se do que apanham no mar e do que obtêm do sector das Pescas. O alimento é abundante mas limitado no Inverno, havendo elevada mortalidade de gaivotas no 1º e 2º anos de vida, por serem mais inexperientes na procura de alimento. A população mantinha-se estável.
Após a década de 70
A partir desta altura o alimento passa a ser ilimitado e o seu habitat de reprodução passa a ser legalmente protegido.
Lixo – aumento de lixeiras a céu aberto -> alimento ilimitado todo o ano -> maximizada a sobrevivência de juvenis até à idade adulta;
Pescas – peixe pescado e faina da pesca -> alimento abundante preferencial, mas com falhas sobretudo no Inverno;
Criação da Reserva Natural da Berlenga -> protecção do habitat -> aumento da área disponível para reprodução.
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Principais consequências do crescimento
• O azoto introduzido pelos dejectos das gaivotas no solo danificou a vegetação típica da ilha da Berlenga onde se contam 3 espécies de plantas que só ali existem (plantas endémicas).
• Se nada fosse feito, o excesso de azoto poderia levar à morte de toda a vegetação desaparecendo todas as espécies animais que dependem das plantas e a diversidade e riqueza florísticas da ilha.
• De seguida, a acção das chuvas e ventos retiraria o pouco solo ali existente levando a que, por fim, apenas ficasse a colónia de gaivotas sobre a ilha de granito nu…
• Para salvaguardar a biodiversidade da ilha da Berlenga, o ICNB teve de controlar a população de gaivotas a partir de 1994
Medidas de controlo da população
Devido à grave ameaça à biodiversidade da ilha da Berlenga, entre 1994 e 1996 cerca de 38.000 adultos reprodutores de gaivota-de-patas-amarelas foram abatidos. Como os factores causadores do crescimento da população se mantêm, a partir de 1999 houve que implementar anualmente medidas de controlo de ovos por forma a reduzir o número de gaivotas que nascem e estabilizar o crescimento populacional. Assim, desde 1999 são inviabilizados cerca de 60.000 ovos/ano na ilha da Berlenga, o que tem permitido conter o crescimento da população de gaivotas.
