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HABITATS

As características geográficas e climáticas únicas das ilhas do Arquipélago das Berlengas conduziram à especiação de dois endemismos florísticos (Armeria berlengensis e Herniaria berlengiana) e à ocorrência de uma comunidade vegetal peculiar.
Dos habitats presentes merecem especial distinção os recifes de origem rochosa, bem como as grutas marinhas submersas ou semi-submersas, onde vivem comunidades bentónicas vegetais e animais, e onde ocorrem comunidades não bentónicas associadas, em apreciável estado de conservação.
As falésias costeiras expostas aos fortes ventos marítimos assumem particular importância, possibilitando a existência de vegetação de fendas mais ou menos terrosas, própria de rochedos graníticos litorais (falésias com vegetação das costas atlânticas e bálticas), bem como a existência de vegetação anual primaveril (vegetação pioneira de Salicornia e outras espécies anuais das zonas lodosas e arenosas) de arribas graníticas nitrofilizadas em consequência da utilização e nidificação de avifauna e de matos halonitrófilos (matos halonitrófilos Pegano-Salsoletea), compostos por caméfitos1  e nanofanerófitos2  frequentemente suculentos.


1 Caméfito: planta perene cujas gemas de renovo se situam a menos de 25cm da superfície do solo.
Fonte:
http://www.jb.utad.pt/pt/herbario/cons_reg.asp

2 Nanofanerófito: pequenos arbustos com comprimento não superior aos 2 metros (raramente ultrapassando o 1,5 metros ) e cujas gemas de renovo se encontram entre os 20 - 25 cm de altura.
Fonte:
http://www.jb.utad.pt/pt/herbario/cons_reg.asp