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Mapa da Área Protegida

 

 


As origens
 

Outrora, locais como Ovar, Estarreja, Aveiro ou Mira confrontavam-se, directamente, com o oceano. Uma ampla baía antecedeu a laguna contemporânea que adquiriu a sua configuração actual a partir do século X.
           

A acção conjugada de ventos, correntes marinhas e de sedimentos carreados pelos rios criou duas flechas arenosas, uma progredindo de Espinho para Sul e outra, subindo em latitude a partir do cabo Mondego. Uma autentica muralha de areia fechou por completo a baía, impedindo que as águas do mar e dos rios se misturassem.

A abertura artificial do canal da Barra, no início do século XIX, veio permitir que novamente a água salgada do mar se misturasse à água doce dos rios.
É a origem da Ria de Aveiro.


A área central da ria alberga várias ilhas, separadas por numerosos esteiros e canais - Ovar, Murtosa, Vagos e Mira- bancos de areia e de vasa, sendo defendida do mar por um cordão arenoso com cerca de meia centena de quilómetros.

A zona lagunar é envolvida por extensa e fértil planície em que se situam as lagoas de Esmoriz e de Paranhos a norte, e as de Mira, Tocha e Quiaios  a sul.


No extremo do cordão arenoso que se estende entre Ovar e a povoação de São Jacinto, limitada a poente pelo Oceano Atlântico e a nascente por um dos canais da Ria de Aveiro, a Reserva Natural quase se esbate diante da grandeza do cenário envolvente. Nela, um cordão dunar bem conservado, consolidado por vegetação espontânea, confina com uma área florestada a partir dos finais do século XIX, com o objectivo de fixar as areias.

Entre 1981 e 1984 foram abertos diversos charcos, actualmente frequentados por inúmeras aves aquáticas da Ria.

 

        
  Mapa da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto