A Reserva Natural está inserida na Zona de Protecção Especial (Avifauna) da Ria de Aveiro. É realmente esta a sua componente faunística de maior realce.
Pela sua localização litoral algumas espécies marinhas demandam a sua praia. Neste grupo podemos encontrar espécies como o Fulmar-glacial (Fulmarus glacialis) invernante ocasional, o Ganso-patola (Sula bassana) invernante comum, o Corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalocrocorax carbo) espécie invernante pouco comum. Vários larídeos (gaivotas), a mais comum o Guincho (Larus ridibundos), a Gaivota-de-asa-escura (Larus fuscus), e a Gaivota-de-patas-amarelas (Larus cachinnans) podem ser observadas todo o ano; a Gaivota-tridáctila (Rissa tridactyla) é um invernante raro. A Andorinha-do-mar-comum (Sterna hirundo) é outra ave marinha que pode ser aqui observada todo o ano. Espécies como o Airo (Uria aalge), a Torda-mergulheira (Alca torda) e o Papagaio-do-mar (Fratercula arctica) são invernantes pouco comuns ou raros. A Calhandrinha (Calandrella brachydactyla) é uma espécie estival que procura as dunas.
Na duna primária podemos encontrar espécies como o Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus), a Cotovia-de-poupa (Galerida cristata), a Fuínha-dos-juncos (Cisticola juncidis) e o Pintarroxo (Carduelis cannabina).
No início da década de 80, foi aberto um grande charco na Reserva como forma de recuperar uma zona atingida por um incêndio. Este charco, a Pateira, veio a tornar-se de grande importância para os anatídeos invernantes. De facto, é das áreas do país com maior efectivo de espécies de anatídeos invernantes como: o Pato-real (Anas platyrhynchos), a Marrequinha (Anas crecca) e a Piadeira (Anas penelope). O Pato-negro (Melanitta nigra) é também muito comum, não só aqui como também em toda a Ria de Aveiro, apresentando no seu conjunto mais de 1% da população da Europa. Outros anatídeos podem ser aqui observados mais ocasionalmente: o Pato-de-bico-vermelho (Netta rufina), o Arrabio (Anas acuta), o Zarro-comum (Aythya ferina) e o Zarro-castanho (Aythya nyroca). Mas não só os anatídeos frequentam a pateira; também se pode, usualmente, observar a Garça-branca (Egretta garzetta) e a Garça-cinzenta (Ardea cinerea). Mais ocasional é a ocorrência do Colhereiro (Platalea leucorodia).
Na zona da mata podemos destacar, pela sua presença constante e atitude curiosa, o Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula), um passeriforme invernante. A família dos chapins faz-se representar pelo Chapim-de-poupa (Parus cristatus), Chapim-preto (P. ater), Chapim-azul (P. caeruleus) e Chapim-real (P. major). Uma espécie rara é o Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca). Também aqui habitam rapinas: o Gavião (Accipiter nisus) e o Açor (Accipiter gentillis), que utilizam a mata e por vezes a pateira como território de caça.
A Lagartixa de Bocage (Podarcis bocagei), a Cobra-rateira (Malpolon monspessulanus), a Cobra-d'água-de-colar (Natrix natrix) e a Lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus), são as espécies de répteis inventariadas até ao momento.
Nos anfíbios é possível observar: Tritão-marmorado (Triturus marmoratus), Sapo-de-unha-negra (Pelobates cultripes), Salamandra-dos-poços (Pleurodeles waltl), Sapo-parteiro (Alytes obstetricans), Rela (Hyla arborea), Rã-verde (Rana perezi), entre outros.
Dos mamíferos que habitam a Reserva podemos destacar como predadores a Gineta (Genetta genetta) e a Raposa (Vulpes vulpes). Na Reserva, a raposa alimenta-se sobretudo de roedores. A sua presa principal é o Rato-do-campo (Apodemus sylvaticus); no entanto, também utiliza na sua alimentação frutos silvestres da camarinheira e Coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus). Os patos são outra das suas presas, sendo por vezes possível observá-la a tentar a sua sorte junto à pateira. Outros mamíferos habitantes da Reserva são o Musaranho-de-dentes-brancos (Crocidura russula), o Ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) e a Toupeira (Talpa occidentalis).