Dia das Zonas Húmidas -1 de Fevereiro
De manhã realizou-se uma sessão no auditório da Junta de Freguesia.
Programa:
Sessão de abertura- Maria João Burnay-Directora DGACZ/ICNB
Pedro Ferreira- Vereador da Câmara Municipal de Aveiro
A RNDSJ e a sua importância para a biodiversidade
Angelina Barbosa (ICNB/RNDSJ)
De onde vêm os patos que hibernam em S. Jacinto
David Rodrigues (Escola Superior de Coimbra)
História, evolução da Ria e sua importância ornitológica
António Luís (Universidade de Aveiro)
No programa de tarde, os mais pequenos plantaram árvores que cresceram no nosso viveiro e semearam outras. E todos em conjunto, prometemos dar a nossa ajuda para que as plantas possam crescer e ter longa vida. E as espécies utilizadas foram o pinheiro manso e o carvalho alvarinho.

Aniversário da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto.
A Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto foi criada pelo Decreto-Lei nº 41/79 de 6 de Março. Sendo este o Ano Internacional da Bodiversidade, nesse dia, reflectimos sobre a temática. A Enga. Cristina Morais, fez uma intervenção sobre espécies invasoras e o impacto negativo sobre a biodiversidade na paisagem em geral e no caso específico desta Reserva Natural.
Contou com a presença da directora Dra Maria João Burnay, funcionários da Reserva Natural, o presidente da Junta de Freguesia de S. Jacinto e professores e alunos da Escola Secundária Dr. Mário Sacramento. Devido às condições atmosféricas adversas, muitos dos alunos não puderam estar presentes, mas, a pedido dos professores presentes, a Enga. Cristina Morais deslocou-se à escola, no dia 16 desse mês, para falar do tema aos restantes alunos. Pelo mesmo motivo as actividades de campo programadas para a tarde desse dia foram canceladas e adiadas para o dia 20 de Março, integrados na iniciativa “Limpar Portugal”.

E cumpriram o prometido. Pelas 9h30m do dia combinado, cerca de 18 pessoas, apareceram na Reserva Natural, com muita vontade de trabalhar.
Para os que desconheciam, podia parecer estranho o arranque de plantas numa área protegida e por isso fizemos um pequeno enquadramento da actividade.
A acácia longifolia, uma exótica de crescimento rápido, foi introduzida nas dunas quando da plantação do pinhal no início do século XX, para impedir os prejuízos das areias transportadas pelos ventos, podendo soterrar a jovem sementeira de pinhal. E cumpriu a sua função. E as árvores cresceram.
Mas foi ficando e ninguém acautelou o futuro. A acácia é uma espécie invasora e aos poucos foi penetrando o espaço livre, em povoamentos densos, impeditivos do desenvolvimento das espécies nativas. E uma praga se instalou, tornando muito difícil o seu controle. Ela produz muitas sementes que permanecem no solo por grandes períodos de tempo. Quando cortada rebenta de touça e daí a importância do arranque das plantas da germinação, enquanto jovens. Sendo estas plantas exóticas de carácter invasor, inibidoras da biodiversidade e sendo esse um dos objectivos da Reserva Natural, o combate a esta infestante tem sido preocupação dos responsáveis desde o início da sua criação. E o voluntariado tem sido um óptimo auxiliar nessa tarefa. E há resultados. É possível hoje ver zonas desta área protegida, completamente libertas de infestantes.

antes...

...depois
Foi muito gratificante ver o entusiasmo deste grupo. Com um ritmo impressionante, sem desistências, a área prevista foi limpa. O cansaço em todos, era evidente. E eu sei que não é tarefa fácil!
Em nome da direcção desta casa, o meu obrigado!
E se outros grupos quiserem experimentar… cá estaremos!
Semana da Biodiversidade
Semana da Biodiversidade de 18 a 21 de Maio, organizado pelo FAPAS, Câmara Municipal de Aveiro e Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto tendo participado 13 escolas de diferentes pontos do País, num total e 420 pessoas. As invasoras, como ameaça à biodiversidade, foi o tema principal, tendo sido realizada para cada grupo uma pequena acção formativa a cargo da Eng. Cristina Morais, Dra Lucília Guedes e Dra Angelina Barbosa, actividades lúdico pedagógicas e acções de campo, com arranque de acácias.

Porque se eliminam plantas na Reserva Natural ?

Tiveram lugar actividades lúdico-pedagógicas versando a temática da biodiversidade.
O programa propunha a todos os grupos, uma acção de arranque de acácias, pois eliminar invasoras, é promover a biodiversidade.
Biologia na Primavera: Um mergulho nas Dunas
No âmbito do Ano Internacional da Biodiversidade, a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro com o apoio da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto, deu a conhecer um sistema dunar bem preservado
Acompanhados de investigadores da Universidade de Aveiro e de instrumentos de medição, lupas, binóculos, guias de campo, foi possível desfrutar de momentos únicos e inesquecíveis no laboratório da Natureza. Conhecer a diversidade das plantas que vivem em condições extremas e que garantem a fixação da Duna, bem como os seres vivos da manta morta foram apenas duas das propostas que pretenderam dar a conhecer o nosso património natural.
Público-alvo: Todos os públicos
Esta foi mais uma das actividades partilhadas com outras entidades, neste caso a Fábrica de Ciência Viva de Aveiro, neste Ano da Biodiversidade. Foram 18 os participantes, entre adultos e crianças. Fizemos as honras da casa em mais uma visita.



Mas esta visita foi muito especial porque contou com especialistas da Universidade de Aveiro em plantas invasoras, líquens e insectos, que sempre que julgaram oportuno foram chamando a atenção para pormenores da sua temática. Uma oportunidade de luxo bem aproveitada pelos participantes, numa caminhada que decorreu sempre em ambiente descontraído e que se prolongou por 3 horas.
E tantas foram as pequenas coisas que nos atraíram a atenção. Afinal, aquele caracol, que não se encontra com facilidade, estava ali. Saiu da casca e passeou descontraídamente enquanto os presentes ouviram falar da sua existência e das curiosidades a ele associadas.

Aqui estão os pinheiros “serpentes” denunciando a proximidade do mar. Muito antigos, invadidos por líquens, anunciando a todos a ausência de poluição. Aqui se falou destes organismos, consequencia desse abraço íntimo entre fungos e algas. Eles estão nas árvores, mas também formam grandes tapetes em terra, situação benéfica para o enriquecimento deste solo de areia.
Depois do almoço, fomos para o “laboratório”, montado no auditório da Reserva Natural.


Recolheu-se um pouco de manta morta nos arredores e fomos ver quem por ali habita. Tantos são os minúsculos animais que povoam estes sítios contrariando todos aqueles que dizem que aqui não há animais. Só que estes são quase invisíveis, não precisam de publicidade e têm um papel importantíssimo no enriquecimento do solo. E os nossos miúdos “cientistas” afinal encontraram muitos e variados insectos, tentando descobrir no guia ou com lupas, algo mais sobre a sua existência.



A investigadora Sandrina, da Universidade de Aveiro, falou-nos um pouco mais dos líquens e, em alguns casos, da necessidade de utilização de reagentes para identificação de algumas espécies, fazendo a demonstração para o grupo.
E o Programa da Fábrica da Ciência Viva “Biologia na Primavera”
realizado na Ria em barco Moliceiro, “ ciência a bordo” com apoio da Ecoria, na Serra de Arouca com apoio do GeoparK e nas Dunas, na Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, terminou no dia 9 de Junho com uma pequena sessão para a imprensa, onde os diferentes parceiros deram a sua impressão sobre o programa. Professores da Universidade de Aveiro, fizeram o enquadramento deste programa com intervenções sobre a temática da Biodiversidade.
CIENCIA VIVA NO VERÃO
27 de Agosto de 2010
Departamento de Biologia - UA
“A biodiversidade na Ria de Aveiro e Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto”

Coube-me a mim guiar a visita pelo trilho da RNDSJ, com as intervenções preciosas da Professora Rosa Pinho da Universidade de Aveiro, sobre as espécies que compõem o coberto vegetal desta Área Protegida.

E no Ano da Biodiversidade, não deixei de fazer o convite para uma pequena acção de voluntariado no combate às invasoras. Como não havia muito tempo foram só uns minutos, mas valeu…

Ainda em terra, a Professora Rosa Pinho fez as despedidas, houve palmas e partiram com ar sorridente, o que me deixou satisfeita.
Foi o terceiro ano consecutivo do programa Ciência Viva, aqui, nas Dunas de S.Jacinto.
E assim terminou mais uma actividade, neste ano em que somos convidados a reflectir e a fazer reflectir sobre a importância da diversidade de espécies na vida quotidiana de todos nós.

"Sem o Património Biológico não comíamos, não nos vestíamos, não tínhamos medicamentos, não respirávamos, não tínhamos luz eléctrica e outras formas de energia." Prof.Jorge Paiva