Superfície
23 160 ha
Altitude
máx-36 mts min- 0 mts
Regime de Propriedade
Predomina o domínio privado. O Estado é proprietário de pequenas áreas
Instrumentos de gestão
Plano de Ordenamento da RNES, Planos directores municipais de Setúbal, Palmela, Alcácer do Sal e Grândola, Plano de Ordenamento da Orla Costeira Sintra-Sado, Plano Regional de Ordenamento do Território do Litoral Alentejano(PROTALI) e Plano Regional de Ordenamento da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML).
Objectivos da RNES
Manutenção da vocação natural do estuário, desenvolvimento de actividades compativeis com o equilibrio do ecossistema estuarino ou que possam aumentar a produtividade dos processos naturais, a correcta exploração dos recursos, a defesa de valores de ordem cultural ou cientifíca bem como a promoção do recreio ao ar livre.
A Reserva Natural do Estuário do Sado é um Serviço local dependente do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, I.P.
Caracterização sócio-económica
Demografia e povoamento
O tipo de povoamento que melhor caracteriza a quase totalidade da área da RNES é o povoamento rural de cariz alentejano, correspondente ao modelo de pequenos aglomerados ou “montes”, formados pelas instalações agrícolas e pelas habitações dos trabalhadores rurais e dos proprietários das grandes herdades.
O declínio do emprego no sector agrícola e o processo de reforma agrária provocaram decréscimos significativos de população ao longo das últimas décadas, à excepção da Comporta e Montevil.
Na zona entre a Comporta e a Carrasqueira assiste-se a um povoamento disperso de construções e cabanas instaladas por trabalhadores rurais, que acabou por degenerar num problema de construção clandestina, muitas vezes para casas de 2ª habitação.
Alcácer do Sal e Setúbal, assumem-se como os centros económicos, administrativos e populacionais da região.
Enquanto Alcácer do Sal mantém as suas características normais de desenvolvimento como localidade do interior, Setúbal cresceu a um ritmo acentuado em torno das suas indústrias, comércio e serviços.
Parte da população que migrou de outros locais do país nos grandes surtos das décadas de 1960-1970, nomeadamente do Alentejo, instalou-se ao longo das margens do esteiro de Marateca entre Gâmbia e as Praias do Sado, provocando um fenómeno de povoamento extensivo e desordenado, associado à divisão fundiária em avos.