Percursos no rio

O rio Sado é uma linha de água de caudal descontínuo num troço e de caudal contínuo noutro. Divide-se em duas partes: uma, admitindo a navegação sómente com a maré ; outra admitindo a navegação sem maré.
Assim, no que respeita à navegabilidade, divide-se em três partes:
- parte considerada não navegável nem flutuável
- parte sómente navegável e flutuável, com influência das marés
- parte considerada navegável e flutuável, mesmo em maré vazia.
Na 1ª parte está compreendido o troço que vai desde a nascente deste rio até ao porto de S.Bento, mais conhecido por porto rei numa extensão de cerca de 100 kms.
A 2ª parte está compreendido o troço que vai desde esse porto até à ponte da EN. Junto a Alcáçer do Sal as condições de navegação neste troço são bastante deficientes devido ao assoreamento do leito do rio e da existência de bastantes troncos e cepos submersos podendo a navegação ser efectuada por embarcações com menos de 1 mtro de calado com maré.
A 3ª parte é o troço mais importante para a navegação, mas que mesmo assim requer conhecimento e pilotos experientes para aí navegar.
Os portos conhecidos e activos: Carrasqueira, Mourisca, Gâmbia, Alcácer do Sal e alguns cais existentes de apoio à navegação: Abul, Zambujalinho, Cachopos, caldeira de Troia, Pinheiro entre outros, proporcionam a elaboração de diversos percursos diferentes de barco que possam preencher programas diferentes.
Setúbal - Carrasqueira - Abul – Setúbal, ou Setúbal-Mourisca - Gâmbia – Setúbal ou Setúbal – Alcácer do Sal são alguns dos itinerários aconselhados.