Abertura da Lagoa de Santo André ao mar
A Lagoa de Santo André encontra-se separada do oceano por um cordão arenoso que constitui uma barreira de 4 Km, a qual pode romper de forma natural, durante temporais violentos. Durante estas tempestades podem ocorrer galgamentos da barreira conduzindo à entrada de água salgada e ao robustecimento altimétrico do cordão arenoso.
A frequência natural destes acontecimentos, é no entanto incompatível com a necessidade de renovação anual lagunar e com a manutenção de níveis que possibilitem a utilização agrícola das terras húmidas adjacentes, razões que levam a que a abertura da barreira seja feita artificialmente, em regra uma vez por ano. É na Primavera, em maré-baixa equinocial que esta abertura é feita. Mantém-se normalmente aberta entre 2 a 6 semanas, conduzindo a uma redução do nível da água, aumento da salinidade e diminuição de materiais acumulados.
É assegurado assim o escoamento da água salobra que inunda os campos de cultivo e a renovação do corpo aquoso lagunar. É rasgada uma barra de maré, que evolui de forma natural, reconstituindo-se o cordão dunar até ao fecho da barra.
A última intervenção realizou-se no dia 7 de Março de 2012, e foi orientada pela DGACZH/RNLSAS e suportada financeiramente pela ARH Alentejo.
Fotografias: Arquivo da RNLSAS