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GEOLOGIA, HIDROLOGIA E CLIMA


GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIA 
 

O Parque Natural do Litoral Norte situa-se na borda de uma paisagem essencialmente granítica, que apresenta alguma diversidade do substrato rochoso, sendo este representado quase na sua totalidade por rochas graníticas. Ocasionalmente ocorrem pequenos afloramentos de rochas quartzíticas, xistos, grauváques e conglomerados. Contudo toda esta área costeira é recoberta por depósitos de sedimentos Quaternários e actuais. Desta forma, segundo a Carta Geológica de Portugal (escala 1:200.000) de 1989 e segundo a Nota Explicativa da mesma (Pereira, 1992) a área do PNLN compreende os seguintes unidades de depósitos sedimentares:
- Actual e Holocênico - esta unidade inclui todos os depósitos mais recentes da área e foram agrupadas em dois conjuntos:
- os mais recentes, constituídos pelos depósitos fluviais e estuarinos (areias e areias-limosas), que acompanham o canal dos rios;
- os mais antigos, constituídos pelas areias das dunas não actuais e actuais, que em alguns segmentos são constituídas por cascalhos, e praias actuais, ou de areia ou de cascalho;
- Quaternário Antigo – esta unidade agrupa os depósitos fluviais das zonas vestibulares dos rios e depósitos marinhos na faixa litoral.


No que diz respeito à geomorfologia o Parque Natural do Litoral Norte insere-se no segmento costeiro da região norte de Portugal, apresentando altitudes inferiores a 22 metros. As zonas costeiras são áreas que apresentam características especiais que resultam do contacto de ambientes continentais emersos e ambientes oceânicos marinhos. Ao longo do segmento costeiro pode-se encontrar alguma diversidade de unidades geomorfológicas como: arriba mais antiga, plataforma alta, arriba mais recente, plataforma baixa, dunas mais antiga, dunas mais recentes, praias actuais e estuários (Granja & Carvalho, 1997).
Ao longo da área continental do Parque observa-se um complexo ambiente costeiro formado por estuários, do rio Cávado e do rio Neiva, sistemas dunares (dunas embrionárias e frontal com larguras variáveis de 50m a 300m) e praias, elemento de importante atracção turística para a população residente em centros urbanos próximos como Braga, Barcelos, Viana do Castelo, Guimarães.



HIDROLOGIA

A rede hidrográfica do Concelho abrange as bacias dos Rios Neiva e Cávado e dos cursos de água do litoral que desaguam directamente no Oceano.
A norte do Rio Cávado a zona é recortada por inúmeros ribeiros, de que se destacam o ribeiro de Regos em Belinho, o da Peralta e o da Redonda nas Marinhas. A sul merece referência apenas o ribeiro da Ramalha em Apúlia.
A abundância de linhas de água regista uma toalha freática muito perto da suferfície, denuncianda peloa campos encharcados no Inverno.

O modelo hidrogeológico para a área do PNLN segue em consonância com aquíferos semelhantes.
Assim ocorre um sistema livre superficial constituído por sedimentos dunares, fluviais e marinhos. Subjacente a este ocorrem os litótipos metamórficos e ígneos (hardrocks). Este aquífero cristalino fracturado pode ocorrer, igualmente do ponto de vista hidráulico, como livre, ou então, consoante os teores de argila presentes nossedimentos, pode ocorrer alguma componente de confinamento.
O sub-sistema dunar apresenta assim características evidentes de um aquífero livre em meio poroso, separado da unidade subjacente através de uma camada de cascalheira de espessura variável. A sua espessura pode atingir os 20 m na zona do PNLN. As componentes aluvionares podem propiciar esquemas de captação por infiltração induzida dependentes da qualidade e quantidade de água disponível nas linhas de água a que hidraulicamente estejam ligados. A referida camada de cascalheira de base é bastante produtiva. A taxa de infiltração é relativamente alta, podendo atingir valores até 30 a 35 % dos valores médios anuais de precipitação.


CLIMA



O clima da região do PNLN é o resultado da sua posição geográfica, A sua proximidade ao oceano, que faz com que seja afectada pelas massas de ar provenientes do Atlântico, carregadas de humidade na estação invernal. Este factor associado à configuração do relevo determina a relativa uniformidade dos diversos parâmetros climáticos da zona, que por sua vez condicionam tanto o coberto vegetal e o comportamento dos solos, como as actividades e a ocupação humana. Além disso, verificam-se influências mediterrânicas.
Para o período em análise, a temperatura média anual do ar registada na estação climatológica de Viana do Castelo foi de 14,3 ºC. O regime mensal apresenta os valores mais elevados nos meses de Verão, sendo o mês de Julho, em média, o mais quente do ano (20 ºC). Por outro lado, os valores mínimos registam-se no período de Inverno. Janeiro é o mês que, em média, regista os valores mais baixos
(9,5 ºC). A variação anual da temperatura média é de 10,5 ºC. A temperatura máxima média é superior também no mês de Julho, com o valor de 25,6 ºC, e as temperaturas mínimas médias registam-se no mês de Janeiro, descendo até aos 5,0 ºC.
A análise da variação anual da precipitação média mensal permite verificar que existe um máximo no mês de Dezembro (242,4 mm) e um mínimo no mês de Agosto (20,2 mm). O valor médio de precipitação anual para o período considerado foi de 1427,1 mm.
A humidade relativa média anual do ar é 90%, às 6 horas, 68%, às 12 horas e 71% às 18 horas. De uma forma geral, a humidade relativa do ar é maior nos meses mais chuvosos e com temperaturas mais baixas, isto é no período compreendido entre os meses de Novembro e Fevereiro. Os valores mais reduzidos de humidade relativa do ar registam-se em Abril
Os ventos predominantes são do quadrante norte sendo bastante frequentes. A velocidade média do vento pode variar entre 6,9 km.h-1, no mês de Setembro, e 9,3 km.h-1 em Fevereiro e Março.

 


Rio Cávado


Rio Neiva


 




Xistos


Quartzitos


Conglomerados


Grauvaques