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MAPA E CARACTERIZAÇÃO

Superfície

 

74 229 ha

 

Localização

 

Situado no extremo nordeste português o Parque Natural de Montesinho ocupa  um quadrilátero bem encaixado na Sanábria espanhola, englobando as áreas das Serras de Montesinho e Coroa, abrangendo a parte setentrional dos Concelhos de Bragança e Vinhais, fazendo fronteira a nascente e a poente com Espanha.

Está confinado pelos meridianos 6º 30' 53'' e 7º 12' 9'' de longitude oeste de Greenwich, respectivamente a este e a oeste. A Sul está limitado pelo paralelo 41º 43' 47'' de latitude norte e a norte pelo paralelo 41º 59' 24'' de latitude N.

 

Região Norte (Alto Trás-os-Montes)

Distrito de Bragança

 

Concelho de Bragança (Freguesias: Aveleda, Babe*, Baçal*, Bragança(Sé), Carragosa, Castrelos*, Castro de Avelãs*, Deilão, Donai*, Espinhosela, França, Gimonde*, Gondesende*, Meixedo*, Parâmio, Quintanilha*, Rabal, Rio de Onor, S. Julião de Palácios*).
Concelho de Vinhais (Freguesias: Edral*, Fresulfe, Mofreita, Moimenta, Montouto, Paçó, Pinheiro Novo, Quirás, Santa Cruz, Santalha, Sobreiró de Baixo*, Soeira*, Travanca, Tuízelo*, Vila Verde*, Vila de Lomba*, Vilar de Ossos, Vilar Seco da Lomba, Vinhais*).

*Só parte do território dentro da Área Protegida.

 

Esta área é constituída por uma sucessão de elevações arredondadas e vales profundamente encaixados, com altitudes que variam entre os 438 m e os 1481 m. Situado na terra fria transmontana, os xistos são as rochas dominantes, mas podem ainda ser encontrados granitos, rochas ultra-básicas e pequenas manchas calcárias. A enorme diversidade da vegetação pode ser observada em percursos de poucos quilómetros, encontrando-se carvalhais, soutos, sardoais, bosques ripícolas, giestais, urzais, estevais, lameiros, etc. Os carvalhais situados no PNM, dominados pela espécie carvalho-negral fazem parte de um continum que se prolonga até à serra da Nogueira, constituindo uma das maiores e mais importantes manchas desta espécie. No que respeita à flora, esta é muito variada, devido à grande variabilidade geológica e climática que caracteriza esta zona, sendo de destacar as plantas que ocorrem em solos derivados de rochas ultra-básicas, onde se encontram espécies que no mundo apenas aqui podem ser observadas.

Em termos faunísticos, observa-se uma elevada diversidade biológica, resultante da diversidade de habitats que ocorrem nesta área de montanha. Com mais de 110 espécies de aves nidificantes, é uma área importante para as aves de rapina, como a Águia Real (Aquila chrysaetus), existindo 3-4 casais desta espécie, correspondendo, aproximadamente a 10% da população portuguesa. Estão referenciadas para o Parque Natural de Montesinho 70% das espécies de Mamíferos terrestres ocorrentes em Portugal, apresentando cerca de 10% destas espécies estatuto de ameaçado no Livro Vermelho dos Vertebrados Portugueses. É de destacar a presença de uma das mais importantes populações de Lobo Ibérico (Canis lupus). Em relação aos répteis e anfíbios, podem ser observados nesta área 50% dos endemismos Ibéricos existentes em Portugal Continental.

O Parque Natural de Montesinho possui um rico património sociocultural com práticas quotidianas vindas de usos e costumes ancestrais, embora já marcadas pelas crescentes mobilidades das gentes e pelas inovações tecnológicas. As festas, são um exemplo disso, sendo um elo de ligação entre as aldeias e um pretexto para o reencontro de famílias e amigos. Tem especial valor as antiquíssimas «Festas dos Rapazes», realizadas principalmente na zona da Lombada por altura do Natal ou dos Reis, segundo o costume de cada aldeia. Outra das facetas da cultura regional é a música tradicional, que acompanha sempre as festividades e onde se destacam as sonoridades da gaita de foles.

São notáveis ainda os exemplos de arquitectura popular, que utilizando os materiais característicos de cada região, resultam de milhares de anos de aperfeiçoamento e adaptação ao meio ambiente. Há também aspectos exclusivamente funcionais na arquitectura popular dignos de destaque, como os pombais, os moinhos e as forjas do povo.