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QUANDO VISITAR

   
Visitar o Parque Natural de Montesinho é uma aventura que pode ser vivia em qualquer época do ano. Dependendo dos gostos e interesses de quem visita, esta área oferece, em cada tempo, uma diversidade de cores, sons, odores e sabores.
Sugerem-se aqui alguns dos momentos que podem ser mais marcantes numa visita a esta Área Protegida. São assim entendidos por quem vive e trabalha neste recanto, o que não invalida que em outras épocas e momentos não encontre o ponto alto da sua visita.

  
OUTONO
Se procura conhecer a diversidade de cores, o Outono é uma época de excelência para nos visitar. As extensas matas de carvalho-negral, os imponentes soutos de castanheiros, as largas cortinas de amieiros, freixos e choupos negros ao longo dos rios e ribeiras, pontuados aqui e ali por cerejeiras bravas, e os viçosos lameiros dão à paisagem uma variegada coloração.
Se se aventurar por estas paragens no início desta época do ano, e madrugar nas suas caminhadas pela zona da Alta Lombada ou as fizer no crepúsculo da tarde, poderá ser surpreendido pela brama dos veados. Este é o período de acasalamento e os machos lançam no ar fortes bramidos procurando demonstrar toda a sua exuberância na execução de uma tarefa que tem por fim a conquista das fêmeas e a continuidade da prole.
Se, pelo contrário, percorrer esta terra mais para meados desta época é inevitável o encontro, no campo, com muita da população local na apanha da castanha e a participação nos magustos que se realizam um pouco por todo o lado. 
 

PRIMAVERA/VERÃO
Se o seu interesse é conhecer a diversidade de sons e odores então uma visita nestas estações do ano deixa-lo-á, certamente, muito satisfeito.
A floração das extensas áreas de matos de urze, carqueja e giesta, nos pontos de altitude mais elevada, e da esteva, rosmaninho e jasmim-silvestre, em zonas de menor altitude, a par de um leque muito variado de plantas aromáticas, que para além de pincelarem a paisagem de uma paleta de multiplas cores, exalam harmoniosos odores.
No pico do Verão os intensos odores da flor de castanheiro completam a "linha de perfumes" que esta área disponibiliza.
A par dos odores, os sons têm nesta época a sua maior diversidade. Do ruído característico (qual toque de castanholas) que as cegonhas produzem, abrindo e fechando o bico, durante o acasalamento, ao chilrear de muitas das pequenas espécies da avifauna, como o rouxinol, passando pelo som da água dos rios que atravessam o Parque batendo nas pedras, do coachar da rã na beira do regato, do mugir das vacas mirandesas pastando num viçoso lameiro, do balir das ovelhas da raça Churra Galega Bragançana ou do ladrar do Cão de Gado Transmontano que as guarda, do uivar do lobo nas noites de lua cheia, do "cantar" do carro de bois carregado a caminho do campo, ou pelos sons característicos de muitas outras actividades humanas que nesta época se desenrolam, tudo isto é “música” para os seus ouvidos.
De música (sons) e odores, sem esquecer os sabores, também trata o Festival de Música e Tradição da Lombada, que se realiza anualmente nos finais de Julho na aldeia de Palácios. 


INVERNO
Embora lhe agrade conhecer tudo o que já falámos, mas, ainda assim, prefere começar pela diversidade de sabores, o Inverno é a época propícia
Sentado à lareira, ouvindo o crepitar do fogo e comendo uma alheira ou uma chouriça assada, ou à mesa saboreando um salpicão de Vinhais, um butelo com casas, um azedo com batata cozida e grelos ou um caldo de cascas, aquece o corpo e o espírito nos frios dias transmontanos.
Estando toda a área do parque natural integrada no solar da raça bovina Mirandesa, não poderá deixar de apreciar a tradicional e suculenta Posta Mirandesa.
Os pratos de carnes de cordeiro bragançano e de cabrito serrano são habituais na cozinha da região, assim como, os confeccionados à base de carnes de caça, sendo de destacar o arroz de lebre e os estufados de javali e perdiz com castanhas.
Se nos visitar mais para o final desta estação, e próximo das festas pascais, não desperdice a oportunidade de provar o tradicional Folar, pão enriquecido com ovos e manteiga recheado com enchidos e presunto.
Juntando a tudo isto a participação nas antiquíssimas «Festas dos Rapazes», realizadas principalmente na zona da Lombada por altura do Natal ou dos Reis, segundo o costume de cada aldeia, tem aqui a possibilidade de tornar uns dias frios de inverno bem mais agradáveis.



Veado (Cervus elaphus)


Outono no PNM




Esteva (Cistus ladanifer)




Lameiro



Fumeiro


Souto