Outrora, o paul constituiu a grande fonte de rendimento para a população das povoações envolventes: cultivavam os terrenos, caçavam, pescavam, colhiam o bunho e o junção com os quais manufacturavam as esteiras. A floresta fornecia a lenha, utilizada como combustível, e os matos, utilizados para as camas dos animais, eram posteriormente transformados em estrume com o qual fertilizavam as terras.
Com o desenvolvimento económico e a crescente oferta de emprego, perspectivando uma melhoria nas condições de vida, verifica-se um progressivo abandono da agricultura como actividade principal, sendo hoje praticada como actividade complementar por indivíduos empregados nos sectores secundário e terciário. É neste contexto que a ocupação agrícola e florestal do solo sofre grandes alterações. Assiste-se a uma redução da superfície agrícola utilizada, onde se desenvolve uma agricultura para auto-consumo, e a um aumento da área florestal, que, mercê do interesse económico, adquire características diferentes:
substituem-se espécies autóctones como o carvalho e o sobreiro, por povoamentos puros e/ou mistos de eucalipto e pinheiro.
