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ACTIVIDADES HUMANAS


A proximidade do mar e a amenidade do clima, associados à presença de praias, fizeram da Ria Formosa um espaço privilegiado de recreio e lazer e daí a importância de todas as actividades relacionadas com o turismo.
O turismo tem sido o motor do crescimento económico e desenvolvimento algarvios ao longo das últimas quatro décadas, podendo mesmo afirmar-se que constitui o sector base da estrutura produtiva, já que produz uma série de efeitos multiplicadores.


No Algarve, ao longo dos últimos trinta anos tem-se observado uma deslocação da população empregue no sector primário para as actividades relacionadas directa ou indirectamente com o turismo, donde se destacam as da hotelaria e restauração, bem como as da construção civil.
A agricultura é, actualmente, uma actividade em regressão, quer a nível nacional, quer a nível regional. Nos concelhos do PNRF os frutos secos, os citrinos e o olival são as culturas dominantes.

Mas o PNRF suporta também outras actividades importantes, caso da cultura de moluscos bivalves em viveiros, cujo principal produto é a amêijoa-boa. Os viveiros cobrem algumas centenas de hectares sendo visíveis, na baixa-mar, as estacas que os delimitam.

A esta cultura acrescenta-se a recolha de moluscos bivalves em bancos naturais, o marisqueio, prática de comprovada antiguidade e actualmente exercida fora das áreas concessionadas.

A pesca, actividade económica ainda com bastante importância no contexto regional, é apenas em parte dependente do sistema lagunar. De facto, a interdependência entre a Ria e esta actividade não deriva essencialmente das capturas feitas na laguna, mas da relevante função de nursery que a ria preenche relativamente a espécies de peixes e de moluscos, com algum valor, e sobretudo da localização, no seu interior, de importantes estruturas portuárias de suporte a esta actividade.

A salicultura, cuja história se perde num passado distante, apesar de um decréscimo de actividade, ainda contribui com uma quota importante para a produção nacional.

Para além da relevância a nível económico, as salinas da Ria Formosa desempenham um papel fundamental como área de descanso e/ou alimentação para um grande número de limícolas, pelo que se considera de extrema necessidade a conservação deste habitat numa área de passagem e ponto de apoio de inúmeras populações de aves nas suas trajectórias migratórias entre a Europa e África.



À diminuição da área salineira tem correspondido um aumento constante do número de pisciculturas instaladas nos tejos das salinas, sendo as espécies mais exploradas o robalo, a dourada e o sargo.