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MAPA E CARACTERIZAÇÃO


Desse belo mirante que é o castelo de Castro Marim, mandado erguer por Afonso III em 1242 e em torno do qual cresceu a vila, pode admirar-se o curioso reticulado da paisagem, misto de estuário, sapais, corpos de água salobra, salinas, pastagens, charcos, esteios e extensões sem vegetação. 

Uma geometria de terras e águas a que o espelho do salgado confere reflexos imprevistos. Actualmente, salinicultura, piscicultura, agricultura e pesca repartem entre si o essencial da exploração dos recursos naturais.

A Reserva Natural confunde-se com o sapal que se estende ao longo do Guadiana, entre Castro Marim e Vila Real de Santo António, área plana de cotas baixas, sulcada por uma rede de esteiros que asseguram a drenagem e se abrem à água salgada. O verde monótono dominante alinda-se na primavera com o vermelho com que o Mesembryanthemum nodiflorum cobre os taludes das salinas. As zonas mais elevadas possuem manchas de maquis mediterrânico.

Os esteiros são local privilegiado para a reprodução de peixes e crustáceos. Castro Marim serve de habitat ou simples refúgio a numerosa população de aves aquáticas, nomeadamente o Perna-longa e o Alfaiate. A Cegonha-branca sobressai pelo número de ninhos ocupados. Presentes também aves estivais, caso do Flamingo e da Andorinha-do-mar-anã, e invernantes, como o Maçarico-de-bico-direito e o Pilrito-comum.

Nas dunas litorais próximas regista-se a ocorrência do Camaleão, observável em certos troços da faixa litoral algarvia e até nas ilhas-barreira da Ria Formosa.