Pesquisar
FLORA

Na área da Reserva encontram-se registadas 462 espécies de plantas, das quais se destacam pelo seu estatuto de conservação as espécies Picris algarbiensis (endemismo lusitânico considerado “vulnerável”), Limonium diffusum (espécie “ameaçada”) e Beta macrocarpa (espécie também “vulnerável”). Na Directiva Habitats estão incluídas 3 espécies que aqui ocorrem: Melilotus fallax, no anexo II, o briófito Riella helicophylla, também no anexo II (Castro Marim é a única localidade conhecida em Portugal onde ocorre) e Picris willkommii, no anexo IV (endemismo ibérico presente apenas nas colinas junto à foz do Guadiana).



Arthrocnemum macrostachium

No Sapal as espécies mais comuns são Spartina maritima, Arthrocnemum perenne, Atriplex portulacoides, Spartina versicolor, Arthrocnemum glaucum e Suaeda vera.
Nos Sapais secundarizados o elenco florístico apresenta algumas semelhanças com o do sapal, diferindo principalmente nas espécies dominantes e na densidade de vegetação. Nestes, a espécies mais comuns são Frankenia laevis, Lolium rigidum, Centaurium tenuiflorum tenuiflorum, Spergularia salina e Mendicago nigra, espécies que são, na sua maioria, típicas de meios mais secos.

Nas Áreas Florestais encontram-se montados de sobro Quercus suber ou povoamentos mistos de sobro e pinheiro-bravo Pinus pinaster ou Pinheiro-manso Pinus pinea com subcoberto pouco desenvolvido. As espécies dominantes do subcoberto são Genista hirsuta, Ulex parviflorus parviflorus, Lavandula luisieri e Cistus crispus.
A vegetação característica dos matos é constituída sobretudo por espécies anuais, vivazes ou xerofíticas, adaptadas a condições edáficas e climáticas hostis. As espécies mais comuns são Cistus monspeliensis e Genista hirsuta.

 

 Palmeira-anã (Chamaerops humilis), também chamada Palmeira-das-vassouras, por ser usada no artesanato local na confecção de vassouras, capachos e abanos.