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O que visitar na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António


Centro de Interpretação e Sede da Reserva Natural Interesse: informação personalizada, publicações e exposições sobre a Área Protegida, local de merenda e de observação da natureza (sapal, aves, salinas, rio Guadiana).

O Edifício dispõe de uma área privada (sede da Reserva) e de uma área de Uso Público:

Átrio de entrada – é neste espaço que ocorre o primeiro contacto dos visitantes com o interior do CI, localizando-se aqui a recepção e loja, bem como alguns equipamentos expositivos de carácter introdutório.

Mesa-multimédia
Área expositiva – divide-se em duas salas, a primeira das quais termina num observatório envidraçado e disponibiliza uma exposição alusiva aos valores naturais e culturais da Reserva Natural. A segunda sala, de pequenas dimensões, é dedicada ao público infantil.

Pormenor da exposição
Auditório – dispõe de 80 lugares e está disponível ao público para eventos e no âmbito de visitas guiadas a grupos escolares e a outras entidades de carácter social (mediante marcação prévia).

Área exterior do Centro de Interpretação:
Parque de Merendas – situado junto ao CI, está equipado com 12 mesas com bancos e protegido do sol por uma pérgola, sendo um local agradável de descanso e merenda.

Circuito interpretado – percurso pedestre circular com cerca de 500 metros que se desenvolve na envolvente do CI. Seis painéis trilingues (português, inglês e espanhol), apoiam a interpretação dos valores naturais e culturais do percurso: eira, lagoas temporárias, horta biológica, zonas húmidas, estação meteorológica e paisagem humanizada.
Percurso recomendado: percurso do Sapal de Venta Moinhos

A Vila de Castro Marim
Interesse: conhecer o património construído, locais recomendados: Castelo (dispõe de museu no interior), Forte de S. Sebastião, Igreja de Nª Srª dos Mártires.

  

As Salinas e a Avifauna
Interesse: observação do trabalho nas salinas (Março a Setembro); observação de aves.


Coexistem na Reserva Natural três tipos de salicultura: tradicional, semi-industrial e industrial. Todas elas são importantes locais de alimentação, nidificação e repouso para as aves aquáticas.

Salicultura tradicional – desenvolve-se a Este da vila de Castro Marim até ao rio Guadiana.

A safra segue o ritmo das estações. Inicia-se geralmente em Março e prolonga-se até Setembro, altura da última colheita.
A preparação das marinhas... – conjunto dos talhos existentes em cada tanque cristalizador – engloba a limpeza de lodo e lamas, a reparação dos desgastes provocados pelas intempéries do Inverno, e a preparação das águas. Esta etapa decorre entre os meses de Março a Junho.
Por esta altura, depois de proceder à limpeza da marinha, o salineiro volta a encher os talhos de água. O sal demorará então entre 15 a 20 dias a cristalizar.
Em meados de Junho a primeira raza está pronta a ser colhida. O processo repete-se, existindo durante todo o Verão cerca de 3 a 5 tiragens, ou razas.
A tarefa de ensacar e transportar o sal para o local onde será recolhido pelo comprador, encerra o ciclo anual.
As aves limícolas, como o perna-longa (Himantopus himantopus) e o alfaiate (Recurvirostra avoceta), e a andorinha-do-mar-anã (Sterna albifrons) nidificam preferencialmente nas salinas tradicionais. Não saia dos caminhos e não faça barulho se visitar estes locais.

Percurso recomendado: percurso das salinas tradicionais

Salicultura semi-industrial - Ocupa uma pequena área perto do Centro de Interpretação.

Nestas salinas, o processo tem semelhanças com o processo  tradicional: tanto a limpeza como a extracção são simultaneamente  efectuadas de uma forma manual, no interior do próprio cristalizador, mas com apoio mecânico.
Percurso recomendado: percurso do Sapal de Venta Moinhos


Salicultura Industrial – representada na Reserva por uma salina com cerca de 300 ha no Cerro do Bufo

Na produção industrial todo o processo está mecanizado.
A tiragem do sal ocorre uma única vez no ano, em Agosto ou Setembro.

Nas salinas industriais os largos espelhos de água, de muros quase rasando o solo, são importante habitat para numerosas espécies de avifauna.

Percurso recomendado: percurso do Cerro do Bufo