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PR1 (TNV) - Percurso Pedestre Grutas do Almonda

BREVE DESCRIÇÃO

Este percurso inicia-se no Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta do Almonda e termina no Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire.

O caminho alonga-se entre o arrife e a Serra de Aire. Alterna zonas florestadas com pinhal bravo ou eucaliptal e extensas zonas de matos. Na sua parte final atravessa campos agrícolas com olival. As vistas para a Serra ou para a lezíria, o corte vigoroso do arrife, as delicadas esculturas que formam os lapiás; são motivos diversificados que valorizam o trilho com atractivos inesperados.

A vegetação é diversificada especialmente ao nível dos matos e assim é fácil encontrar alecrim, roselha, tojo, aroeira, trovisco, carrasco, etc...
Os medronheiros e uma ou outra azinheira erguem-se por vezes acima desta diversidade de espécies ou crescem pelo meio dos pinhais. As oliveiras assumem às vezes um porte considerável mas frequentemente são apenas pequenos arbustos difíceis de distinguir dos zambujeiros. É curioso notar as árvores recentemente plantadas de tanchão ou pau seco, método que aproveita a facilidade da oliveira em enraizar.

Podem observar-se diversas espécies de animais.
Das aves de rapina destacam-se as águias-de-asa-redonda, os peneireiros-de-dorso-malhado ou a águia-cobreira. O bufo-real nidifica pelas fragas. A perdiz-vermelha é frequente, especialmente nas zonas cultivadas.
Dos passeriformes existe uma grande diversidade de espécies desde o corvo até à carriça, não esquecendo o cartaxo ou as toutinegras.

Entre os mamíferos destacam-se os coelhos, a geneta, a raposa ou até o gato-bravo. Entre os répteis o sardão, a cobra-de-escada ou a cobra-rateira.

ALGUNS PONTOS DE INTERESSE

Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta do Almonda
Edifício com uma ampla varanda panorâmica e infraestruturas que permitem o acolhimento. Para mais informações, contactar a Câmara Municipal de Torres Novas.

Perto deste centro existe uma cavidade onde é possível chegar ao leito subterrâneo do Almonda, rio que a algumas centenas de metros, na base do arrife, surge à superfície através duma exsurgência, culminar de extensas galerias que se estendem pelo interior da Serra de Aire por alguns quilómetros.


Antiga pedreira revitalizada por escuteiros
Antiga pedreira de brita abandonada há alguns anos, objecto de um projecto de revitalização.
Trata-se de uma solução inovadora que pretende valorizar este local, utilizando o espaço criado artificialmente pela actividade extractiva visando a sua utilização para actividades escutistas.


Campo de lapiás
Termo utilizado para designar a superfície modelada com formas de carsificação - os lapiás. Os lapiás podem apresentar várias formas e dimensões, sendo que o termo “mega-lapiás” engloba formas variadas cuja característica comum reside nas suas dimensões
superiores ao normal.


Arrife
O Arrife que se estende paralelo à Serra é uma imensa falha geológica que resultou da quebra de materiais pouco plásticos aquando da elevação do maciço calcário.
É uma fronteira vigorosa que acompanha todo o percurso e separa a Serra das terras baixas. Por vezes constituindo fragas com um desnível que chega aos 40 metros, é um óptimo local para nidificação de diversas espécies de aves como o bufo-real ou o corvo. Mesmo quando nos afastamos dos seus limites a sua presença continua a manifestar-se, por vezes cortando a distância que nos separa das suaves colinas lá em baixo com uma linha vigorosa e abrupta.


Olival
As oliveiras são árvores de formas bizarras. São “sagradas” e símbolo da nossa civilização mediterrânea. Aparecem alguns bravios zambujeiros e olivais que crescem, bem cuidados, pelo meio dos campos de cultivo, continuando a produzir o azeite e as azeitonas que acompanham muitos sabores. A lenha da oliveira arde com alegria e calor e, por isso mesmo, lamentavelmente, algumas oliveiras foram já reduzidas a moitas. Mas a estima por esta árvore milenar continua e é possível perceber como se plantaram novas oliveiras de pau seco, de tanchão, numa terra onde se mistura suor e amor.


Agricultura tradicional
Os mesmos gestos e o mesmo ritmo moldado pelas estações, pela temperatura e pela água. Um entendimento perfeito com esta terra vermelha, cheia de fresquidão. Já apareceu o tractor que vem destronar as juntas de bois e no entanto continua a ser a enxada a escrever nestes campos despedrados a história desta agricultura de subsistência. Gestos que passaram da pais para filhos, de avós para netos, numa sábia e diversificada utilização da terra.


Vistas
Vale a pena parar um pouco e olhar em volta. Tentar perceber por onde passa o trilho. Identificar primeiro a profundidade do céu e a última linha do horizonte no seu cinzento azulado e difuso. A margem de lá do Tejo e o branco casario da Chamusca. A Lezíria que parece pequena. As colinas que separam a planície da Serra. O corte vigoroso do arrife como um golpe profundo. A própria Serra na sua estranha imobilidade como um animal gigantesco adormecido.


Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire
Pistas de dinossáurios saurópodes que percorreram estas paragens muito antes de existir a Serra e que, para além de estarem bem conservadas, são as mais extensas que se conhecem.

A par com este inestimável património paleontológico existem diversas estruturas de apoio aos visitantes e aos caminheiros. Pode adquirir material de divulgação do Monumento Natural e do próprio PNSAC ou assistir a um filme sobre a descoberta e o valor desta jazida de pegadas fósseis. Para além dos inúmeros visitantes que recebe anualmente, o Monumento Natural funciona também como polo dinamizador de diversas actividades.