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PONTOS DE INTERESSE

1 - MONUMENTO NATURAL DAS PEGADAS DE DINOSSÁURIOS DA SERRA DE AIRE

Local: BAIRRO - OURÉM 

           

O Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios no extremo oriental da Serra de Aire na povoação de Bairro, em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros contém um importante registo fóssil do período Jurássico, as pegadas de alguns dos maiores seres que alguma vez povoaram o planeta Terra: os dinossáurios saurópodes. Na laje calcária onde as pegadas de dinossáurios se conservaram ao longo de 175 milhões de anos, podem ser observados cerca de 20 trilhos ou pistas, uma delas com 147m e outra com 142m de comprimento.
Os saurópodes eram animais possantes, herbívoros, quadrúpedes, de cabeça pequena, e cauda e pescoço compridos.

A cauda serviria possivelmente para se defender dos predadores; o pescoço, tal como a cauda, ajudariam estes animais a manter o equilíbrio, permitindo-lhes chegar à vegetação mais alta e torná-los mais competitivos em relação a animais de menor porte.            


2 - GRUTAS DE MIRA D'AIRE

Local: MIRA D'AIRE 

                  

As grutas de Mira d'Aire foram descobertas em 1947, mas só seis anos depois tornou-se possível conhecer totalmente o percurso, hoje aberto ao público.
São as maiores grutas de Portugal e apresentam uma grande beleza, revelada pela Rota das Estalactites, composta por vários espaços: a "Sala Grande" (1º Poço) e a sua imponência; a "Sala Vermelha" e a magia da cor; o cintilar da "Joalharia"; a "Cúpula Majestosa" (2º Poço) e a descida abrupta até à "Galeria".
Um passeio por este local faz-nos serpentear por centenas de metros e admirar a revelação de estranhas e variadíssimas formações calcárias, como a Alforreca, e os Pequenos Lagos, o Marciano, a Boca do Inferno e o Órgão. Interessantes são também os pequenos regatos e o rio Negro, cujas águas (saltitando na cascata) se juntam às do Grande Lago. Aqui, pode ver-se o grande espectáculo final da água, da luz e do som e, já lá fora, existe ainda um parque aquático que promete agradar a miúdos e graúdos.

3 - POLJE DE MIRA-MINDE

 

Local: MIRA D'AIRE - MINDE
 

          

O polje de Mira-Minde é drenado na periferia do maciço pelas nascentes dos rios Lena, Alviela e Almonda só para citar as mais conhecidas.

Quando o entrada de água no sistema é superior ao caudal permitido pelas nascentes, a água eleva-se dentro da rede e inunda esta área deprimida que é o polje, através de 2 ou 3 algares existentes na sua base, formando este mar temporário.

Uns tempos depois, com a diminuição da precipitação, este "mar" esvazia pelos mesmos locais por onde inundou.

Como é necessário que haja uma certa concentração temporal de grandes quantidades de precipitação, este fenómeno não é regular e não tem periodicidade certa"


4 - LAGOAS DO ARRIMAL

 

Local: ARRIMAL - PORTO DE MÓS


            

As lagoas do Arrimal, localizadas na Freguesia do Arrimal, concelho de Porto de Mós, são dois admiráveis espelhos líquidos, rodeados de pequenos poços em pedra calcária. A lagoa grande aproveita a água da escorrência do Vale de Espinho, enquanto a Lagoa Pequena, situada junto ao rossio da povoação do Arrimal, num recanto do fértil polje da Mendiga, recolhe as águas da sua própria bacia.

As lagoas do Arrimal são um exemplo da formação de pequenas depressões superficiais, verdadeiros "oásis" no mar de secura que as envolve. São enriquecidas pela presença próxima do carvalho-negral, uma espécie vegetal rara na região.


5 - DEPRESSÃO DE ALVADOS

 

Local: ALVADOS - PORTO DE MÓS 

              

A Depressão de Alvados: é uma bacia de fundo plano, ampla, com um imenso tapete de oliveiras que timidamente ensaiam uma subida pela extensa e uniforme Costa dos Alvados, como é denominada a vertente de 300 metros de desnível que atinge o planalto de Santo António.
Esta é uma das mais belas paisagens deste maciço.
A indicação de “Grutas”, “Serra de Santo António” e “Minde” deverá nortear o trajecto.
Trata-se de uma zona de sequeiro onde predomina o olival mas que apresenta importantes núcleos de carvalhal.


6 - OLHOS D'ÁGUA DO ALVIELA

 

Local: NASCENTE DO ALVIELA


          


A nascente do rio Alviela situa-se na transição entre o Maciço Calcário Estremenho, zona onde predomina a rocha calcária, e a Bacia Terciária do Baixo Tejo, paisagem constituída principalmente por arenitos. A sua bacia de alimentação estende-se ao longo de cerca de 180 km2, onde a água percorre verdadeiros labirintos subterrâneos até chegar à nascente.

O rio Alviela é alimentado durante todo o ano por uma nascente permanente, mas em períodos de maior

precipitação a água é também expelida através de nascentes temporárias, nomeadamente por uma saída temporária de extravasamento situada junto à nascente principal (Olhos de Água) e por uma outra situada junto ao Poço Escuro.
A nascente dos Olhos de Água do Alviela é uma das mais importantes do nosso país, chegando a debitar 17 mil litros por segundo, ou seja, 1,5 milhões de metros cúbicos de água por dia (pico de cheia). Desde 1880 até bem próximo da actualidade, a nascente do Alviela foi uma das principais fontes de abastecimento de água à cidade de Lisboa (através da EPAL), e ainda hoje “abre portas” a um dos maiores reservatórios de água doce do país.
Em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, o Complexo das Nascentes do Alviela oferece aos seus visitantes as mais variadas experiências de contacto com a Natureza, num ambiente bucólico de rara beleza paisagística. Repousar na Praia Fluvial, descobrir os caminhos que a água percorre até chegar à Nascente ou praticar desporto ao ar livre são apenas algumas das ofertas disponíveis no local.


7 - CENTRO DE CIÊNCIA VIVA - O CARSOSCÓPIO

 

Local: ALVIELA - PRAIA FLUVIAL


           

O Centro Ciência Viva do Alviela - CARSOSCÓPIO é um espaço interactivo de divulgação científica e tecnológica, integrado na Rede de Centros da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.
Esta estrutura, inserida no Complexo das Nascentes do Alviela, foi desenvolvida com o objectivo de valorizar o imenso património natural da nascente do Rio Alviela e zona envolvente, funcionando simultaneamente como recurso estratégico de divulgação científica e educação ambiental. As suas valências prendem-se ainda com o apoio à investigação científica, tecnológica e exploração espeleológica, assim como o apoio à formação e o

acolhimento.

O Geódromo

Trata-se de um simulador de realidade virtual, que conjuga imagens de síntese com imagens
reais, capaz de recriar os ambientes e episódios geológicos mais significativos, ao longo de 175 milhões de anos, e que transportará o visitante numa movimentada “viagem” através de uma parcela significativa da evolução geológica da região, responsável pela existência da nascente.

O
Climatógrafo
Trata-se da estrutura responsável pela descrição climática da região, e da sua interacção com a nascente, no decurso de um ano hidrológico, recorrendo para tal, às tecnologias de imagem de síntese a três dimensões, que imergem o observador no território da sua bacia de alimentação.

O Quiroptário
A interpretação biofísica do local, não ficará completa sem a passagem pelo Quiroptário, observatório e exposição sobre morcegos cavernícolas. O observatório, como o nome indica é a estrutura destinada à observação e captação de imagens em tempo real, de algumas das mais importantes colónias de morcegos cavernícolas que habitualmente usa a da Lapa da Canada para se reproduzir.

8 - CISGAP - CENTRO DE INTERPRETAÇÂO SUBTERRÂNEO DA GRUTA DO ALGAR DO PENA  

Local: VALE DE MAR - ALCANEDE


           
          
          
            
O Algar do Pena, descoberto em 1985 pelo sr. Joaquim Pena enquanto se dedicava à extracção de pedra para produção de calçada, é uma cavidade que alberga uma sala de gigantescas dimensões, a maior actualmente conhecida no nosso país (125.000 m3 de volume). Do cimo de perto de 40 metros de desnível abre-se ao olhar de quem a visita uma magnífica paisagem subterrânea cujo aspecto estético assume uma dimensão pouco vulgar, através de uma enorme profusão de espeleotemas.
Acessível ao público (dispõe de um edifício de apoio técnico, elevador, auditório ao ar livre e de um

espeleódromo), representa uma experiência única de descida às profundidades, aliando a importância científica a aspectos didácticos e turísticos de elevado interesse.


9 - MARINHAS DE SAL
Classificadas como Imóvel de Interesse Público, através do D.R. 301, de 31/12/1997

Local: FONTE DA BICA - RIO MAIOR
 



 



"As Salinas da Fonte da Bica, também conhecidas por Marinhas de Sal de Rio Maior, são um património e uma actividade emblemáticos do concelho, a ponto de haver uma referência às suas pirâmides no próprio brasão autárquico. A exploração testemunha-se desde os tempos romanos e terá continuado pela Idade Média, havendo documentos que referenciam a actividade desde, pelo menos, 1177 (diploma em que parte das salinas passaram para a posse dos Templários). No séc. XV, o conjunto era importante o suficiente para o próprio monarca (D. Afonso V) ser proprietário de cinco talhos.
As salinas implantam-se no sopé da Serra dos Candeeiros e têm a particularidade de se localizar a ceca de 30 km do oceano Atlântico, facto que constitui um verdadeiro fenómeno natural. Este é formado a partir de uma jazida de sal-gema que é atravessada por m dos muitos cursos de água subterrâneos que percorrem o território calcário. A jazida contem um poço-mãe de aproximadamente oito metros de profundidade e quatro de largura, que é, desde há séculos, o verdadeiro centro alimentador desta indústria."
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/73581/