O índice de ocupação humana dentro da área do Parque Natural da Serra de S. Mamede, é um factor preponderante para a orientação das acções desenvolvidas dentro do território, sendo necessário um trabalho árduo e conjunto por parte da equipa do Parque e dos restantes actores locais com intervenção directa e decisiva na região.
O nível de ocupação humana repercute-se no desenrolar da vida quotidiana da região, intervindo directamente no mundo rural e desencadeando práticas sociais e culturais bem singulares: artes e ofícios, festividades, gastronomia, entre outras.
As dinâmicas sociais próprias desta região devem ser apreveitadas no sentido de promover o desenvolvimento a partir dos recursos endógenos. É necessário estarmos cientes que a verdadeira potencialidade do território em causa, não reside num ou noutro recurso, mas na grande diversidade e no equilíbrio que se deve estabelecer entre os mesmos.
Será pois a conjunção entre a riqueza faunística, florística, paisagística e geomorfologia, apresentada pelo PNSSM e a presença humana, que favorece a implementação de actividades que contribuam para o desenvolvimento da região.
A região onde se situa o Parque, tem dado um grande contributo para o desenvolvimento sócio-económico do país, principalmente através dos produtos gerados pela actividade agrícola, artesanato e mais recentemente pelo turismo.
Analisando as actividades existentes em cada um dos sectores produtivos, podemos retirar algumas ilações:
A agricultura, é tradicionalmente, o sector produtivo mais enraizado na região, o que se tem manifestado não só no tecido produtivo, bem como na organização social e económica, na estrutura territorial dos lugares e nos valores culturais da população.
No entanto têm-se verificado uma transferência de activos primários para os outros sectores de actividade.
O sector secundário é evidenciado pelo emprego na construção civil e obras públicas e indústria transformadora.
O sector terciário ganhou nas duas últimas décadas um reforço bastante significativo, o que de certa forma está relacionado com o alargamento da oferta de serviços, e particularmente pelo aumento do peso empregador da administraçãi pública local. A actividade turística é igualmente fonte de recursos económicos na região, tendo-se verificado um desenvolvimento substancial desta actividade nos últimos anos.
A actividade turística enquanto meio de desenvolvimento local é actualmente um dos sectores da economia portuguesa, caracteriza-se por um efectivo potencial de atracção e de desenvolvimento de novas actividades económicas, como o artesanato, a gastronomia, os serviçoes etc., porém é essencial perspectivarmos o desenvolvimento turístico da região através de um processo de valorização dos seus recursos endógenos.
A grande diversidade de produtos típicos existentes na região é também uma aposta da actividade turística e comercial, principalmente divulgando os produtos certificados.