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Património construído

Pinturas Rupestres Lapa dos Gaivões

No limite Sul do Parque Natural da Serra de S. Mamede, na freguesia de Esperança, concelho de Arronches, localiza-se o mais importante conjunto de pinturas rupestres de ar livre de Portugal.
No exterior ou sob os abrigos, maioritariamente naturais, que se abrem nas cristas quartzíticas, vários painéis de pinturas parecem revelar a consegração deste espaço por comunidades do Neolítico, Calcolítico e Idade do Bronze.
Abrigos virados à incidência solar serviram de suporte a diferentes expressões artísticas onde a conjugação de cores como o vermelho, o laranja e o preto, associados à rugosidade natural e às tonalidades da oxidação da pedra plasmaram, através de técnicas  diferentes, representações humanas, animais, astrais e geométricas.
Merece especial referência um painel de tecto onde figuras humanas acompanhadas de um provável canídeo parecem perseguir vários cervídeos.
Na extremidade poente, o movimento de um animal, provalvelmente um cervídeo, foi obtido através da pintura de múltiplos membros.
Na extremidade nascente do abrigo um pequeno painel mostra uma representação humana heroificada, com capacetes de cornos, ladeada por duas figuras antropomorfas acéfalas.


Chafurdões

Estas enigmáticas edificações marcam indelevelmente a paisagem da zona norte do Parque Natural da Serra de S. Mamede.
Os mais comuns, de planta circular, apresentam diâmetros que variam entre os 3,50m e os 7m. Uma estrutura exterior cilíndrica, que pode ultrapassar os 3m de altura é sobrepujada por uma cobertura em forma de calote de esfera.
Estas formas resultam de uma técnica de contrução que recorrendo a lajes de granito ou xisto dispostas horizontalmente e de forma imbricada se constituem numa falsa cúpula. Uma porta, e por vezes uma pequena fresta que sobre ela se abre, são as únicas comunicações com o exterior.
No exterior a cobertura é completada por terra batida, desempenhando multiplas funções. Para além de conferir a toda a construção uma maior estabilidade ao preencher pequenos vãos ainda existentes, isola em termos de humidade e temperatura o seu interior.
Nalguns chafurdões podem encontra-se, no interior, pequenos nichos, abertos na parede.
Raras são as construções deste tipo que não apresentam a porta virada a nascente.
Tratando-se de construções bastantes robustas elas começam já a mostrar vestígios de degradação. Esta situação acelerou-se, principalmente, com o gradual abandono dos campos a que temos assistido nos últimos anos. O agricultor e o pastor ao servirem-se dos chafurdões para os mais diversos fins contribuiram para a sua manutenção. recolocando alguma pedra que caía, repondo terra na cobertura, cortando alguns arbustos que por entre a estrutura teimavam em crescer, os chafurdões conseguiram,assim, chegar aos nossos dias.


Choças

Quem percorrer a Serra de S. Mamede  encontra em vários locais, mas sobretudo junto à fronteira com Espanha testemunhos das tradicionais construções, popularmente conhecidas por choças. Nas zonas mais raianas, certamente por influência da língua castelhana, são também conhecidas por sochas.
Com uma técnica de construção rudimentar mas muito eficiente, estas choças utilizam no seu fabrico unicamente matéria-prima obtida localmente. Cortam-se as giestas que entrelaçadas e por vezes atadas cobrem completamente a estrutura de madeira previamente montada. Uma porta, por norma de castanho, possibilita o acesso ao interior formado por um só espaço. Na parte superior da porta abre-se geralmente um pequeno postigo ferrado.
Na zona sul do Parque Natural da Serra de S. Mamede, onde a giesta não é tão abundante outras soluções foram adoptadas no revestimento destas construções. Fiadas de palha sobrepostas e entrelaçadas entre si substituem com algum êxito as vulgares coberturas de giesta.
As choças, construções intemporais desde sempre presentes na paisagem humanizada da Serra de S. Mamede, parecem ser testemunhos vivos das habitações pré-romanas.


Ermida da Nª Srª da Penha

Erguida a 704m de altitude sobre um dos afloramentos da crista quartzitica da serra da Penha, foi construida no séc. XVI.
Dela se observa um panorama vasto, donde, para além da vista "aérea" de singular beleza sobre a vila de Castelo de Vide, se avistam trechios da Serra de S: Mamede a sul, território da vizinha Estremadura Espanhola a este e, nos dias de luminosidade favorável, a Serra da Estrela a norte.


Menir da Meada

Monólito granitico com configuração cilindriforme-fálica, tem 7m de altura e um diâmetro máximo de 1,25m.
Em 1997 foi classificado como monumento.