PASSADO
Múltiplos vestígios arqueológicos sugerem uma presença humana desde a pré-história. Os primeiros povoadores instalaram-se na orla marítima e nos locais elevados de fácil defesa, desenvolveram a agricultura concentrada nas faldas norte e marítima da serra. A região saloia foi o principal centro abastecedor de Lisboa. A pastorícia ainda se praticou até meados do séc. XX.

Villae romana (J. L. Doria)
“Sintra” nasceu provavelmente de ‘Cynthia’, (Lua) na mitologia celta, os romanos, apelidaram-na ‘Mons Lunae’ (o Monte da Lua), foi a “Xentra” árabe - o Castelo dos Mouros, elementos arquitectónicos, muitos topónimos e soluções rústicas do aproveitamento da terra, testemunham os séculos da sua presença - foi depois a medieva “Sintria” ou “Suntria” (Astro Luminoso). Palácios quintas e chalets revelam a atracção exercida por Sintra sobre as classes nobres ou abastadas desde o Renascimento.
A vertente da arquitectura militar manifesta-se também nas antigas fortificações da linha de defesa da costa.

Vinha de Colares
Realce ainda para um importanta património literário em Sintra - a comunicação escrita.
O PRESENTE
A actual população do Parque Natural ronda os trinta mil habitantes, distribuída por uma rede urbana onde predominam os pequenos aglomerados dispersos, com um padrão de crescimento linear ao longo das principais vias rodoviárias.
As actividades económicas principais mantêm a agricultura tradicional - fruticultura, vitivinicultura, horticultura - e exploração florestal. São produzidas quatro variedades de frutos próprios da região – maçã-reineta de Colares, pêssego-rosa, limão de casca grossa e pêra-pérola - e mantém-se o renome internacional do vinho de Colares.
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| Vinha Ramisco (M. Doria) |
Maçã-reineta (M. Doria) |
Dada a proximidade da capital, a facilidade de circulação, a amenidade do clima, o Parque vem-se afirmando nas últimas décadas, como um espaço residencial, de lazer, de turismo de habitação, animação ambiental, desporto, que integra o comércio e os serviços.
