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GEOLOGIA

 

 A História geológica

A história geológica dos terrenos observáveis nesta região começa há cerca de 160 milhões de anos, com a deposição de sedimentos em meio marinho, relativamente profundo. Devido ao preenchimento da bacia por sedimentos e a variações do nível do mar, o ambiente de deposição evoluiu sucessivamente no decurso do Mesozóico, há cerca de 200 milhões de anos, para marinho menos profundo, recifal, laguno-marinho, fluvial e lacustre.

O ambiente fluvial revelou-se muito importante, pois são frequentes as intercalações de arenitos, conglomerados e argilas com vegetais fossilizados, que traduzem o depósito de materiais provenientes da erosão das áreas envolventes.

No entanto, a entidade geológica dominante nesta região é o Maciço Eruptivo de Sintra, que se instalou, em grande parte em profundidade, encaixando-se entre as formações já existentes, que viram a sua posição e mesmo a sua estrutura alteradas, pela interposição das rochas ígneas. Os materiais sedimentares do encaixante do maciço eruptivo, soerguidos pela sua ascensão, foram desmantelados e acumularam-se durante o Terciário, há cerca de 10 milhões de anos, em áreas periféricas.


Assim, na área do PNSC afloram rochas dos três tipos principais:


- Rochas sedimentares, as mais antigas, calcários e margas, depositaram-se no Mesozóico e no Jurássico Superior, e as mais recentes, areias e aluviões, na actualidade.

- Rochas magmáticas, intrusivas (Maciço Eruptivo de Sintra) e extrusivas (Complexo Vulcânico de Lisboa), extremamente diversificadas (granitos, sienitos, gabros, dioritos, brechas ígneas, traquibasaltos, basaltos, etc.), instalaram-se em períodos que, vão aproximadamente desde os 85 aos 72 milhões de anos.

- Rochas metamórficas, resultantes do contacto com as rochas sedimentares situadas na proximidade das rochas magmáticas, intrusivas e extrusivas.

Filão ígneo em rocha sedimentar (M. Marcelino) Rocha metamórfica - xisto do Ramalhão (M. Marcelino)


As formações do período Mesozóico constituem uma plataforma que desce em relevo suave, com inclinação para sul, a partir do maciço eruptivo da serra de Sintra, terminando em arribas vivas altas em Cascais e a Norte do Guincho e que baixam gradualmente para o cabo Raso, encontrando-se junto ao litoral um interessante conjunto de formações cársicas.
Nalguns pontos, esta plataforma encontra-se coberta por formações mais recentes, como areias do Plistocénico, antigas dunas consolidadas, dunas actuais e areias de praia.

A plataforma de Cascais constitui uma antiga superfície de abrasão marinha, o que lhe confere um relevo suave em contraste com o vigor do Maciço, sendo cortado apenas pelos vales encaixados dos cursos de água que descem o flanco Sul da serra.
O oceano é o principal agente modelador das formas litorais, não só agindo sobre as arribas provocando o seu recuo, mas também transportando e depositando areias nas praias.


 








 










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