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PONTOS DE INTERESSE


O lapiás costeiro - a Boca do Inferno

O Palácio da Vila de Sintra

As pegadas de dinossáurios - Praia Grande do Rodízio

A Peninha

O Castelo dos Mouros

Os Parques e Palácios da Pena e de Monserrate

A Quinta da Regaleira


O lapiás costeiro

Lapiás costeiro (M. Marcelino)

Existem no país apenas dois exemplos deste tipo de relevo: o campo de lapiás costeiro do Cabo Espichel e aquele que se prolonga do Cabo Raso até ao farol de Santa Marta, no litoral do concelho de Cascais. A Boca do Inferno é o acidente mais espectacular deste campo de lapiás.
É o resultado de um processo natural de erosão dos calcários pela chuva. Esta infiltra-se por fendas ou fracturas, dissolvendo a rocha e criando grandes espaços que vão alargando. A acção do vento e as variações térmicas contribuem igualmente para este fenómeno de carsificação, que ocorre de forma heterogénea: algumas áreas de rocha mais resistente vão-se isolando em formações remanescentes, originando o aspecto característico do campo de lapiás.

O Palácio da Vila de Sintra

Palácio da Vila (M. Marcelino)

Pegadas de Dinossáurios da Praia Grande do Rodízio

Pegadas de dinossáurios (M. Doria)

No extremo sul desta praia, uma arriba com mais de 120 milhões de anos exibe uma camada calcária vertical marcada com pegadas de dinossáurios.

Esta jazida parece dever-se a dinossáurios herbívoros quadrúpedes, muito provavelmente saurópodes (de pescoço e cauda compridos), bem como a carnívoros bípedes denominados terópodes, ambos deixando pegadas tridáctilas (com três dedos). A região era então coberta por vastas planícies costeiras com lagunas e as pegadas ficaram impressas nos finos sedimentos posteriormente cobertos por vários depósitos calcários, consolidados em rocha sedimentar ao longo de milhões de anos. Com a ascensão do maciço eruptivo de Sintra, esta cobertura rochosa foi dobrada e atingiu a actual posição vertical. Posteriores desgastes e deslizamentos puseram a descoberto os trilhos.

A Peninha

A Peninha (M. Marcelino)

A meio caminho entre Sintra e o litoral, entre os 300 e os 490 metros de altitude, sujeita a fortes ventos marítimos, a Peninha é uma janela panorâmica sobre a quase totalidade do Parque, avistando-se ainda a orla costeira que se alonga do Cabo Espichel ao Cabo Carvoeiro.

Circundado por uma paisagem de matos rasteiros, impõe-se um conjunto edificado que inclui a Ermida de S. Saturnino, do séc. XII, e a Capela da Peninha, erguida por devoção popular no séc. XVI e classificada como Imóvel de Interesse Público.

O Castelo dos Mouros

Castelo dos Mouros (J. Ventura)

Os Parques e Palácios da Pena e de Monserrate

Parque da Pena (E. Gameiro)
Parque de Monserrate (J. Ventura)


São parques botânicos de inspiração romântica. O Parque da Pena foi plantado por ordem de D. Fernando II no final do Século XIX. Atentas as particularidades do clima e do relevo, recorreu à importação de espécies oriundas de vários pontos do mundo, que passaram a coabitar harmoniosamente com lagos, fontes, palacetes, pavilhões e numerosos caminhos, num conjunto dominado pelo Palácio da Pena. Em meados do mesmo século, Francis Cook arquitectou o Parque de Monserrate, desenvolvendo-o em redor do Palácio onde em tempos se erguera uma capela votiva a N.ª Sr.ª de Monserrate, na aba norte da serra de Sintra. De tónica igualmente romântica e características exóticas, é um jardim com grutas, cascatas e lagos, onde espécies florísticas espontâneas em Portugal crescem lado a lado com inúmeros exemplares vindos dos cinco continentes.

A Quinta da Regaleira


Quinta da Regaleira ( J. L. Dória)