Muros Apiários
Os muros apiários, também conhecidos por muros de abelhas, são estruturas feitas pelo homem para proteger as colmeias da acção de predadores, tais como o urso. Na Península Ibérica estas construções são de pedra, definindo recintos fechados, geralmente circulares, que podem atingir alguns metros de altura, com remates virados para o exterior e portas de pequena altura. Ocorrem três muros apiários na área do Parque Natural do Tejo Internacional, a saber os muros Marmeleiro, Silha e Ribeira do Vale de Lobo, no concelho de Idanha-a-Nova.
Moinhos de água
Um moinho de água ou azenha é uma estrutura para aproveitamento da energia cinética das águas dos rios e ribeiros. No Parque Natural conhecem-se moinhos para moer grão construídos junto a açudes situados próximo de povoações em linhas de água de fácil acesso. A passagem da água faz mover lemes de madeira que estão ligados a uma mó (pedra granítica redonda muito pesada) onde se mói o cereal (trigo, milho, cevada, aveia, etc.) transformando-o em farinha.
Dólmen e Mamoa
Os dólmens, também conhecidos por antas, orcas, arcas, e, menos vulgarmente, por palas, são monumentos pré-históricos (megalíticos) tumulares colectivos formados por uma câmara construída a partir de uma grande laje pousada sobre pedras verticais que a sustentam. A câmara dolmética pode ser fechada, sendo necessária a remoção da tampa aquando de cada novo enterramento, ou pode ser aberta com uma abertura na parte lateral. Era um espaço sepulcral que, a maioria das vezes, se apresentava encoberto por um montículo artificial de terra, geralmente revestido por uma couraça de pequenas pedras imbricadas, formando aquilo que se designa por uma mamoa ou tumulus. Estas apresentam geralmente uma forma oval ou circular e tamanho variável, podendo atingir quarenta metros, e tinham a finalidade de proteger o dólmen, cobrindo-o completamente.