Um cidadão brasileiro que transportava 30 ovos de psitacídeo (família dos papagaios) foi recentemente interceptado no Aeroporto de Lisboa. Não possuía licenciamento CITES para exportação/importação dos ovos, configurando desde logo a hipótese de tráfico ilegal de espécies selvagens protegidas, como é o caso dos papagaios, que são protegidos pela Convenção Internacional sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES).
Os ovos foram levados pelo ICNB (Autoridade Administrativa CITES) para o Jardim Zoológico de Lisboa, onde já iniciaram o processo de eclosão. O brasileiro foi extraditado para o Brasil, onde foi autuado em mais de 28 mil euros e onde será julgado por transporte ilegal de espécies da fauna selvagem.

A CITES protege mais de 27 mil espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, cujos níveis de comércio internacional podem comprometer a sua sobrevivência. Estas espécies estão incluídas em Anexos CITES, sendo a importação, a exportação e a re-exportação destes animais e plantas (vivos ou mortos, partes ou derivados) regulamentada mediante um sistema de licenciamento - emissão de licenças e certificados. Portugal é Parte Contratante da Convenção desde 1973.
Actualmente a CITES compromete 175 países na protecção das espécies selvagens cujo comércio poderá perigar a sua sobrevivência.
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