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Nacional


Aves petroleadas


25.11.2011
Recolhida uma ave petroleada na Ria Formosa




O Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens (RIAS), localizado na Quinta do Marim, Centro de Educação Ambiental de Marim, Olhão, recebeu um ganso-patola juvenil Morus bassanus que se debatia na praia de Faro devido ao petróleo que lhe cobria as penas.

As aves são um dos grupos mais ameaçados pela presença de petróleo, óleos, azeites, resinas, cola e outras substâncias nos oceanos devido à própria biologia do grupo. A mortalidade das aves associada a derrames de hidrocarbonetos é descrita desde o final do século XIX, e já em 1926, no Museu de História Natural esteve patente uma exposição sobre este tema e os seus impactos na vida selvagem ao longo da costa britânica. 

As aves são afectadas pelo petróleo através da contaminação corporal, ingestão e contaminação dos ovos. Quando estas substâncias aderem às penas, faz com que a ave perca a sua impermeabilização e isolamento, e a sua capacidade de flutuação e de voo. O animal ao perder a impermeabilização, perde a capacidade de termorregulação entrando em hipotermia o que resulta em morte por choque ou num aumento drástico do metabolismo para manter as condições normais de temperatura. O facto de uma ave estar hipotérmico, leva-o a arrojar nas praias, ficando incapaz de se alimentar e de hidratar, ficando ainda vulnerável ao ataque de predadores. As aves, principalmente as aquáticas e marinhas, ao perderem a sua flutuabilidade pode levá-las ao afogamento quando pousadas na água.

A funcionar nas instalações e assumir as funções, agora alargadas a toda a fauna, do antigo Centro de Recuperação de Aves do Parque Natural da Ria Formosa, o RIAS já recebeu, desde o início da sua actividade em Outubro de 2009, sete casos de aves petroleadas: um papagaio-do-mar Fratercula artica em 2009; dois gansos-patolas Morus bassanus em 2010, e três gansos-patola Morus bassanus e uma garça-boieira Bubulcus íbis em 2011.








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