O dia 31 de Julho, data da constituição da International Ranger Federation (IRF), é dedicado ao Vigilante da Natureza. Foi criado em 2006 no V Congresso Mundial de Vigilantes da Natureza, realizado na Escócia.
O conceito de vigilante da natureza surgiu pela primeira vez em Inglaterra, no séc. XI, através do Rei William The Conquerer, que nomeou guardiões para os bosques reais. Mais tarde, no século XIX, surgiram nos EUA os rangers, profissionais que vigiam e protegem os parques naturais. Gallen Clark é o ranger norte-americano mais conhecido. Trabalhou 21 anos (entre 1864 e1885) no Yosemite National Park, na Califórnia, onde, graças ao seu empenho, ficou conhecido o bosque de sequóias gigantes – Mariposa Grove.
Em Portugal, a primeira referência aos vigilantes da natureza é feita no diploma que criou a Secretaria de Estado do Ambiente em 1975 (Decreto-Lei nº. 550/75, de 30 de Setembro), onde é atribuído ao Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico, antecessor do ICNB, a responsabilidade de criação e manutenção de um Corpo de Vigilantes da Natureza.
No desenvolvimento do seu trabalho, o vigilante da natureza responsabiliza-se pela protecção dos recursos naturais e culturais da área protegida, actuando como ponto de contacto entre o território, a entidade de gestão, os planificadores, os concessionários, as comunidades e os visitantes. O apoio às acções nos domínios da inventariação, da monitorização, da fiscalização e dos sistemas de informação e a promoção da valorização e do reconhecimento público do património natural através de acções de informação, visitação, educação e sensibilização, são algumas das competências do vigilante, essenciais na gestão de qualquer área protegida.
Na sua actividade, o vigilante da natureza frequentemente enfrenta interesses antagónicos aos da conservação da natureza. O combate às acções ilícitas, as eventuais actividades de busca e resgate de pessoas e a colaboração com os bombeiros no combate aos fogos, são prova da sua capacidade de dedicação e disponibilidade à causa que abraça profissionalmente, muitas vezes com prejuízo da sua vida privada e exposição ao risco de vida.