A rã-de-unhas-africana, Xenopus laevis, é um anfíbio exótico cuja ocorrência no concelho de Oeiras foi verificada em 2006. A elevada capacidade reprodutiva e de dispersão, a predação de espécies autóctones e a possibilidade de ser portadora do fungo Batrachochytrium dendrobatidis (agente responsável pela quitridiomicose, infecção capaz de provocar o declínio de populações de anfíbios nativos) atestam a sua capacidade invasora. Assim, tendo em vista a erradicação da espécie, em 2010, foi dado início à execução de um plano de controlo assente num protocolo entre o ICNB, o Município de Oeiras, o Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e o Instituto Gulbenkian de Ciência.

O plano prevê que por ano sejam realizadas cinco semanas de trabalho de campo, a decorrer entre os meses de Maio a Setembro - período em que a espécie apresenta maior actividade. A captura de adultos de Xenopus laevis é efectuada através de armadilhagem e de pesca eléctrica, que funcionam como métodos complementares: as armadilhas permitem a captura em épocas e locais em que o caudal é maior e a pesca eléctrica permite a captura de um maior número de espécimes em geral.
A espécie parece estar confinada a duas ribeiras do concelho de Oeiras, tendo em conta a ausência de indícios de presença da espécie nos cursos de água adjacentes. Nestas ribeiras, desde o início da acção de controlo, foram capturados 240 espécimes de Xenopus laevis, 138 dos quais durante a campanha de 2011.

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