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                             Central de Anilhagem




A Central Nacional de Anilhagem foi criada no âmbito do CEMPA, então Centro de Estudo de Migrações e Protecção de Aves, a 9 de Março de 1976, através de Despacho do Secretário de Estado do Ambiente publicado em Diário da República a 20 de Março, e integrado no então Serviço de Estudos do Ambiente.

A sua criação dava resposta à necessidade de integrar Portugal nos programas de estudo e protecção internacionais de aves da Região Paleárctica, tendo em conta a nossa situação geográfica, extensão da zona costeira e a existência de importantes estuários, o que nos permite ocupar uma posição particularmente importante nas rotas migratórias.
Tornava-se portanto pertinente a centralização e coordenação das actividades relacionadas com o estudo das aves.

Nas suas atribuições constam a centralização, coordenação e divulgação da anilhagem e recaptura de aves. Esta última acção visa obter e tratar os respectivos dados e responder às solicitações das diversas centrais europeias de anilhagem.
A Central Nacional de Anilhagem, coordena a actividade dos anilhadores, apoiar a sua formação e recolhe, organiza e trata os dados por eles obtidos no decurso da actividade. Tem como objectivos principais:
• Promover, apoiar e desenvolver estudos técnico-científicos e programas de monitorização, sobre a avifauna nacional e os seus habitats; e 
• Fornecer suporte técnico para a tomada de decisão no âmbito da política de Conservação da Natureza.”


O que é a anilhagem de aves

As Aves sempre exerceram um forte fascínio sobre o Homem, dividido entre a admiração pelas suas cores, cantos, formas e voo,, por um lado e a curiosidade pelos seus hábitos e os seus movimentos migratórios, por outro.


O interesse pelas suas migrações, assim como o colorido e a visibilidade de um grande número de espécies, ressaltam como principais explicações para esta atracção.


Algumas são residentes, não se afastando muito do local onde nasceram, mas outras levam a cabo grandes viagens (que podem atingir os milhares de quilómetros e as centenas de horas de voo), cujos ciclos dependem das estações do ano, realizados no mesmo país, região, ou entre continentes.


A anilhagem científica é um método de investigação que se baseia na marcação individual das aves. Qualquer registo de uma ave anilhada, obtido através da sua recaptura e posterior libertação ou quando a ave é encontrada morta, poderá fornecer muita informação acerca da vida dessa ave, e em particular, sobre os seus movimentos.


Através da interpretação dos dados obtidos durante a actividade de anilhagem é possível conhecer muito mais acerca das populações e das diversas espécies, bem como sobre as características dos indivíduos que as compõem. Assim, quando uma ave cai na rede de um anilhador, procura-se obter toda a informação possível, podendo por vezes ir-se para além daquela que habitualmente se recolhe. Esta situação deve sempre seguir os procedimentos estabelecidos pela Central Nacional, e verificar-se apenas nos casos em que estudos específicos e autorizados assim o exijam.


A análise das deslocações das aves anilhadas permite definir as suas rotas migratórias e as áreas de repouso ou paragem, disponibilizando deste modo informação crucial para o planeamento de sistemas integrados de áreas protegidas para a avifauna.


Paralelamente, com base na informação recolhida através da recaptura de aves anilhadas, pode obter-se um conjunto de parâmetros populacionais, tais como a taxa de sobrevivência e o sucesso reprodutor, essenciais para a determinação das causas de variações numéricas das populações de aves.

Objectivos da Anilhagem

A anilhagem é hoje aceite como ferramenta de investigação essencial na maioria dos países do mundo. Em muitos casos, a urgência de conservação de algumas espécies impõe mesmo programas específicos e intensivos de marcação e controlo, tendo como principal objectivo a obtenção rápida de indicadores que possam ser traduzidos em medidas concretas sobre os habitats ou factores de ameaça.


Como tal, e em conformidade com as orientações emanadas pela EURING (organismo coordenador da anilhagem na Europa) e com a legislação internacional e nacional em vigor, a anilhagem deve ser cada vez mais encarada não apenas como um “passatempo” ou algo agradável, mas como uma actividade que, para além de envolver custos, envolve também riscos para as aves que são capturadas e manuseadas. Assim, deve ter-se atenção à necessidade cada vez maior de uma definição clara dos objectivos a atingir com a actividade, para cada um dos anilhadores ou grupos de anilhadores, atendendo a que a grande maioria destes desenvolve esta actividade num contexto amador.


É também fundamental o estabelecimento de metodologias apropriadas e uniformes, adequadas às diferentes situações, que, por sua vez, possam ser traduzidas em resultados fiáveis e comparáveis.

Por fim, e para além do envio habitual dos dados ao banco de dados da Central Nacional, este esforço deve ser traduzido na publicação dos resultados, quer em formatos simples quer, depois de devidamente tratados, através de artigos ou outros tipos de publicações.


No entanto, e procurando ajudar os anilhadores na prossecução destas orientações, devem estes ter em conta os objectivos principais da anilhagem científica:

  • . Ajudar à compreensão e esclarecimento dos movimentos e das estratégias migratórias;
  • . Identificar e monitorizar as áreas mais importantes para as migrações; e
  • . Monitorizar as populações.

A anilhagem de aves encontra-se regulamentada através do Decreto-Lei nº 140/99, de 24 de Abril (artigo 18º), que transpõe as Directivas Comunitárias Aves (79/409/CEE) e Habitats (92/43/CE) para a legislação nacional.


Publicações

- "Campanha de Anilhagem de Aves - Stº André 2003"


- "Campanha de Anilhagem de Aves - Stº André 2004"

- "Campanha de Anilhagem de Aves - Stº André 2005"


- "Aves Anilhadas e Recuperadas com anilhas Cempa 1976 /1999"


- Aves com anilhas estrangeiras recapturadas em Portugal até final de 1981.

- Relatório da Central de Anilhagem Portuguesa - CEMPA em 2000.

- Relatório da Central de Anilhagem Portuguesa - CEMPA em 2001.




LISTA CREDENCIAIS 2011



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