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Protocolo de colaboração entre o ex-ICN e a Rede Eléctrica Nacional (REN)

2003-2006

Reconhecida que é a interacção entre as linhas de transporte de energia eléctrica e as aves, em Julho de 2003 foi celebrado um protocolo de colaboração entre a REN, SA e o então ICN.

Este protocolo, que decorreu por um período de 3 anos, permitiu desenvolver um trabalho pioneiro de caracterização da situação actual e fornecer um primeiro contributo para a compatibilização entre o normal e eficiente transporte de energia eléctrica e a conservação da avifauna.

Os encargos financeiros dele decorrentes foram suportados pela REN, SA, num montante de cerca de 190.000 € e, no âmbito deste projecto, o então ICN protocolou com a SPEA e a QUERCUS algumas das acções desenvolvidas.

Os resultados globais estão apresentados e disponibilizados no respectivo relatório técnico final, que reúne os diferentes trabalhos desenvolvidos no âmbito deste projecto:

    - Estudo sobre o impacto das linhas eléctricas de muito alta tensão na avifauna em Portugal;

    - Estudo da dispersão de juvenis de abetarda Otis tarda em Castro Verde;

    - Monitorização dos efeitos da linha de Muito Alta Tensão Ferreira do Alentejo / Ourique sobre espécies prioritárias, mortalidade e taxas de voo (versão Junho 2007, ficheiro em pdf com cerca de 7 MB);

    - Critérios de avaliação de impactes das linhas da Rede Nacional de Transporte sobre a avifauna / Listagem de troços de linhas impactantes ou potencialmente impactantes em 2005.


Foram prospectados 206 km de linhas de muito alta tensão, que resultaram na descoberta de 575 cadáveres de aves, de 72 espécies, das quais se destacam algumas espécies de conservação prioritária, como a abetarda e o sisão.

As espécies com mais indivíduos recolhidos são a cegonha-branca (50 ind.), o abibe (44 ind.), a garça-boieira (38 ind.) e o sisão (33 ind.).

O valor médio da taxa de mortalidade por colisão, depois de aplicados os factores de correcção, foi de 13,92 aves /km / ano. Estes troços foram classificados segundo critérios de perigosidade, sugerindo-se a aplicação faseada de medidas de minimização de colisões em 30 deles