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LIVRO VERMELHO DOS VERTEBRADOS DE PORTUGAL 

 


Os Livros Vermelhos são considerados documentos estruturantes de uma política de conservação da natureza, constituindo uma ferramenta da maior utilidade no contexto da conservação das espécies da flora e da fauna selvagens e respectivos habitats.

Por outro lado, devem constituir obras em permanente actualização, reflectindo cada edição o melhor conhecimento científico disponível. A sua elaboração deve ser considerada como uma tarefa de interesse público e mobilizadora de todos os que disponham de informação relevante e actualizada para a avaliação do estatuto das diferentes espécies, nomeadamente entre a Comunidade Científica.


O projecto de revisão do Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal

Os Livros Vermelhos existentes em Portugal datavam de 1990 (Mamíferos, Aves, Répteis e Anfíbios), 1991 (Peixes Dulciaquícolas e Migradores) e 1993 (Peixes Marinhos e Estuarinos) encontrando-se a sua informação desactualizada.


Durante a década de 90, várias entidades oficiais, incluindo o então ICN (Instituto da Conservação da Natureza), instituições de investigação científica e organizações não governamentais, cuja área de actuação é a conservação da natureza, desenvolveram vários projectos de grande relevância sobre distribuição, monitorização, ecologia e comportamento de espécies. Como resultado, o conhecimento sobre as espécies aprofundou-se, ao mesmo tempo que ocorreram alterações nas condições ecológicas, pelo que se exigia rever e actualizar aqueles livros.

Por outro lado, a IUCN – International Union for Conservation of Nature – estabeleceu em 2001 novas categorias de ameaça que se baseiam, pela primeira vez, num conjunto de critérios de natureza quantitativa e que pretendem avaliar os diferentes factores que afectam o risco de extinção das espécies.

O trabalho de revisão do Livro Vermelho, que decorreu entre 2001 e 2004, incluiu os seguintes grupos taxonómicos – Peixes Dulciaquícolas e Migradores, Anfíbios, Répteis, Aves e Mamíferos.

O desenvolvimento do projecto, coordenado pelo então Instituto de Conservação da Natureza (ICN), foi assegurado por uma Comissão de Editores, Grupos de Autores e uma rede de colaboradores. Para além de um conjunto alargado de técnicos do referido Instituto, foram também convidados especialistas de reconhecido mérito técnico e científico, no âmbito dos grupos taxonómicos abrangidos. Ficha Técnica >

Ao longo do projecto foram adoptados vários documentos produzidos pela IUCN, tendo sido também elaborada documentação específica para apoiar os trabalhos no sentido de orientar a aplicação dos conceitos da IUCN relativos à classificação de espécies.


 
Documentação de Apoio

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O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal

O Livro Vermelho classifica as espécies de vertebrados que utilizam o território nacional (Peixes dulciaquícolas e migradores, Anfíbios e Répteis, Aves e Mamíferos), em função da sua probabilidade de extinção, num dado período de

tempo.

O Livro Vermelho permite:

- Classificar as espécies em função do seu maior ou menor risco de extinção;
- Documentar de forma consistente o conhecimento de base para proceder a essa avaliação;

- Identificar as ameaças e medidas de conservação necessárias para melhorar o estatuto de das espécies ameaçadas e quase ameaçadas;
- Proporcionar às autoridades competentes, organizações não governamentais e ao público em geral uma ferramenta prática de conservação;
- Contribuir para o Cadastro Nacional dos Valores Naturais Classificados e Inventário da Biodiversidade.


Errata ao Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (edição em papel)

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