Factores de ameaça / Medidas de conservação
Os principais factores de ameaça identificados estão relacionados com a destruição, degradação e fragmentação dos habitats naturais, perseguição humana, doenças ou invasão do território por espécies não indígenas (exóticas).
Com vista à recuperação das populações de espécies classificadas como ameaçadas é sugerido um conjunto de medidas de conservação, que passa essencialmente pela recuperação dos seus habitats. No caso dos grupos terrestres podemos citar como exemplos: manutenção de técnicas agrícolas tradicionais, controlo da expansão das áreas de regadio e das zonas florestais com espécies de crescimento rápido, controlo das espécies invasoras não-indígenas, reabilitação das áreas florestais autóctones e prevenção dos incêndios florestais. No que respeita às espécies aquáticas pode realçar-se o controlo da poluição, o restabelecimento do regime hidrológico natural e da continuidade longitudinal dos rios e ainda a conservação de outras zonas húmidas, como charcos, lagoas, pauis e galerias ripícolas.
Com vista a assegurar a gestão sustentável das espécies torna-se também importante a fiscalização das actividades de exploração da fauna selvagem, designadamente, a caça e a pesca.
Outra medida de importância primordial é a implementação de uma política de sensibilização ambiental no sentido de estimular o interesse das populações pela conservação do património natural.
Evidenciaram-se algumas das lacunas de conhecimento que existem em Portugal no domínio da conservação da natureza e da biodiversidade. Ficou patente a inexistência de informação sobre a tendência populacional de uma boa parte das espécies avaliadas, bem como de estudos de base relacionados com a distribuição geográfica e a taxonomia de algumas das entidades consideradas.